Marido violento é, de fato, marido?

Lembram os moradores de Foz, dos anos 70 e 80, que à Av.República Argentina, esquina com a Av.JK, existia a Olsen Veículos, Revenda Ford, que foi sucedida pela Autoeste, quando mudou para onde hoje está a Revenda Jeep, logo depois do Gresfi.
Pois o Sr.Antônio de Campos Valério, um senhor de origem portuguesa, diretor da Olsen Veículos, a nível de Paraná, com regularidade visitava a revenda de Foz do Iguaçu. Sempre foi um gestor bem adiante de sua época, alguém que sabia para onde queria que fosse o empreendimento.
Em certa ocasião disse ele: “Um casal depois que tem filhos, nunca mais estará só; nunca mais pensará apenas um no outro. Enquanto os filhos forem pequenos, terão as mentes ocupadas com as necessidades deles como crianças, depois como adolescentes, depois como jovens, e daí começa a preocupação. Quando um filho começar a namorar, se preocuparão: de que família é a moça, que hábitos tem a família, que tipo de educação terá ela recebido, como ela se enquadrará em nossa família? Se uma filha começar a namaorar, as perguntas serão idênticas, mas se questionarão também sobre: que gênio tem o rapaz, que tipo de vida tem levado na comunidade, como teria se comportado com outras moças, será um pai responsável, tratará com dignidade nossa filha, como será o relacionamento dele com nossa família? Nunca os pais se desligarão do filho ou da filha!

Para muitos pais pode nem fazer sentido o que disse o Sr.Antônio Valério, mas para outros, ler a exclamação/inquietação acima, soará como uma bofetada na cara.
Por que não advertimos nossa filha a conhecer melhor o marido dela, enquanto namoravam?
Por que não a alertamos para certos comportamentos que tomamos conhecimento a respeito dele?
Por que a deixamos escolher livremente o ‘amor da sua vida’, sem nossa participação, e hoje a vemos sofrer nas ‘garras’ dele?

Quantos rapazes se mostram galanteadores, respeitosos com a namorada, até seduzi-la, até engravidá-la e, depois, dão no pé?! Sim, não assumem a paternidade. A moça fica mal-falada, chamada de mãe-solteira.
E quantos, outros que, casados, batalham em realizar seus (próprios) sonhos; buscam sua (própria) felicidade; depois que o casal tem filhos, sempre estão compromissados com a atividade (própria) deixando a esposa e mãe ir sozinha ao supermercado; deixam a mãe com filho no colo tendo que levar as compras do carro pra dentro de casa, às vezes até tendo que subir diversos lances de escada até chegar à porta do apartamento, mais do que uma vez, devido ao volume de compras; não precisam se preocupar em preparar o café das crianças; nem em lavar a roupa, a louça, e cuidar da casa; não precisam levantar cedo pra levar as crianças pra escola.

E quando esses tais maridos se dão mal em seus negócios, se afastam de Deus, e chegam a;
descarregar na esposa;
ter medo de todos, principalmente dos credores;
monitorar o telefone da esposa, podendo ouvir conversas; e
ela sofrer injúrias, manifestações escandalosas perante amigos e familiares, tudo em nome de preservar o casamento?!
Casamento? União estável? Que união é essa em que só o macho quer ditar regras, em que ELE diz qual é o propósito a seguir, para continuarem juntos e serem felizes?
Hoje é dia de blitze educativa, na quadra do Colégio Bartolomeu Mitre. Participe!

Edvino Borkenhagen

Coluna Mensageiro – Registro 0123526, 18/08/2003 – Títulos e Documentos
Publicada em 07/12/2018 no jornal Gazeta Diário – Ano XXI – Mensagem 1.063

BORKENHAGEN 35 ANOS  ATUANDO EM DEFESA DO RESPEITO!

 

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