Terminará no próximo domingo

Domingo, para alguns, significa folga semanal; para outros, dia de culto a Deus; para outros, o início de uma nova semana; e para outros, o fim da semana. Não queremos tirar o seu direito de ver o domingo como bem quiser, mas podemos dizer que “Terminará no próximo domingo”.
O que é que terminará? Ora, o período do Natal.
Mas já? Sim, o Natal, como comemoração cristã é rememorado desde o 1º domingo de Advento até o Dia de Reis. No sábado que antecede o 1º domingo no Advento, na maioria das casas de famílias cristãs, bem como nos estabelecimentos comerciais onde a gestão é feita por cristãos, são preparados pinheiros, guirlandas e outros enfeites de Natal. Vitrines de lojas muitas vezes são ornamentadas bem antes, mas tem cunho apenas comercial. Nada contra!

Entidades de classe que congregam estabelecimentos lojistas, em muitas localidades, com o intuito de dar um “up” nas vendas, promovem um concurso com o fim de sortear um premio, podendo os estabelecimentos que queiram ver suas vendas aumentar, aderir ao concurso, ajudar a pagar o evento e o prêmio a ser sorteado, mas almejar ter retorno maior que o investimento.

As cidades ficam enfeitadas (no período do Natal), criando um bem-estar às pessoas que nelas convivem e um atrativo para que turistas visitem as cidades cuja decoração natalina seja mais aprimorada. Isso gera faturamento, isso gera lucro, isso gera divulgação para a cidade e, gerando divulgação, é obvio que, se bem tratados os turistas, farão propaganda positiva da cidade onde passaram dias do período de Natal.

“Terminará no próximo domingo”, é o que se ouve entre pessoas cristãs, mas no meio comercial ainda poderá ser estendido o período do Natal, com intuito de manter as vendas aquecidas.
No dia 06 de Janeiro, em muitas igrejas se ouvirá falar dos “Reis do Oriente”, dos “Magos do Oriente”, dos “Reis Magos”, ou dos “Sábios do Oriente”. Para Belém, onde fica o Oriente? Sempre à direita, no mapa mundi. De que terras seriam esses personagens? Tinham Whatsapp para se comunicarem? Não! Eles eram estudiosos do espaço sideral; estudavam as estrelas e, numa dessas, descobriram uma em destaque. Mas e daí? Eles se comunicaram entre si para irem ver onde teria nascido o menino segundo se divulgara anteriormente? Certamente não.
Registra a Bíblia que os tais sábios, acompanhando a movimentação da estrela que estudaram, vieram até Herodes o governante romano. Eles chegaram de diferentes distâncias, todos no mesmo dia? Tiveram o agendamento para uma reunião com Herodes no mesmo dia? Saíram no mesmo dia em direção à casa onde vivia Jesus com sua família? Isso a Bíblia não relata, pois não é o que interessa desvendar.

Atentemos para o simbolismo do Dia de Reis: são lembrados três estudiosos, que representavam as três raças, trazendo três presentes, cada qual com um significado único e importante, fazendo alusão às três pessoas da Trindade (Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo) apesar que Deus Filho era visível na Terra, naquela época, em forma humana, nascido de Maria e José. Então, para não esquecer o que o Cristianismo se propõe a ensinar, muitos simbolismos são preservados para que, de forma visível, sejam cultivados ensinamentos e a fé no que é ensinado. Com esses procedimentos os não-cristãos são convidados a celebrar junto. Terminará no domingo, mas daí inicia a Epifania.

Edvino Borkenhagen

Coluna Mensageiro – Registro 0123526, 18/08/2003 – Títulos e Documentos
Publicada em 04/01/2019 no jornal Gazeta Diário – Ano XXI – Mensagem 1.067

BORKENHAGEN 35 ANOS  RESPEITANDO SIMBOLISMOS DE CRENÇAS!

Complementando:
Depois de termos preparado o artigo, o termos enviado ao Jornal, o termos preparado para publicação, fomos em busca de uma figura dos 3 personagens, nos deparamos com uma matéria interessante no sítio TodaMatéria. Clique e aprecie!

Aprofundando a Reflexão:
O Hino 564 do Hinário Luterano, inicia assim:
Três reis magos do Oriente a sós, com presentes viemos nós, entre montes, campos, fontes, de linda estrela após.
Se formos contrapor o teor do hino com o estudo da professora de História, Juliana Bezerra, como podemos entender serem do Oriente se ela diz que: Belchior veio da Europa, Gaspar da Ásia e Baltazar da África?
Fica evidente que, os magos, os sábios, representavam os caucasianos, os amarelos e os pretos. Até aí tudo bem.
Agora quem dos três sábios simbolizava cada filho de Noé: Sem, Cão e Jafé?

Vamos facilitar um pouco com o mapa da Wikipédia. e dados do sítio RFM, de Portugal.
Ali consta que:
– do Oriente (leste) – Ásia – teria vindo Gaspar o representante dos descendentes de Sem.
  Gaspar deu Incenso representando a divindade de Jesus.
– do Ocidente-norte – Europa – teria vindo Belchior o representante dos descendentes de Jafé,
  Belchior ofereceu Ouro para representar a nobreza de Jesus.
– do Ocidente-sul – África – teria vindo Baltazar o representante dos descendentes de Cão (ou Cam).
  Baltasar deixou-lhe Mirra, uma erva amarga, para simbolizar o sofrimento que Jesus viria a enfrentar.

Fica para você pesquisar e contribuir, se lhe interessar aprofundar-se no simbolismo do Dia de Reis.

 

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