Teu deus é de massa de modelar?

Adultos que lêem este artigo, é óbvio que já brincaram muito com diferenciados brinquedos,  variando de época para época.
Quando a indústria ainda não produzia brinquedos, os pais providenciavam algo para seus filhos passarem o seu tempo, gastando suas energias e despertando a imaginação.

Para os meninos qualquer ponta de um caibro serrado para a construção de uma casa, era um caminhão. Quando a imaginação permitia, pregavam tampinhas de garrafas de cerveja ou de gasosa (refrigerantes de outras épocas, ou tubaínas de hoje) na lateral daquele pedaço de madeira e ele ficava mais estiloso, com rodas. No pátio de casa, raspavam no chão, com enxada, as ruas por onde seus caminhões iriam ‘transitar’.
A criatividade, a imaginação, era livre.
Cada um podia desenhar o circuito por onde seu robusto poderia passar e também criar outros, para seus amiguinhos brincar.

Para as meninas, as mães preparavam, e as ensinavam a prepararem elas mesmas, bonecas de palha de milho, sim de espigas de milho. Talvez, hoje em dia, muitas crianças conheçam apenas a espiga de milho verde descascada, vendida nos supermercados, em bandejas de isopor envoltas em plástico, ou quando muito uma espiga ainda com palha, verde. Ah, essas bonecas ainda podem aparecer hoje em dia em feiras de artesanato.
E observe-se que a imaginação das artesãs é muito fértil, criando algumas com cabelo trançado, outras com chapéu, e assim por diante.

Hodiernamente até é considerado material educativo, crianças terem a massinha de modelar como recurso para botar a imaginação a funcionar.
Crianças criam objetos, criam personagens, criam o que lhes seja apresentado como desafio, ou o que sua imaginação possa lhes instigar a criar. O produto final será aquilo que agrade os olhos e a expectativa das crianças artistas.

Mais ou menos assim, jovens e adultos que não tenham recebido uma educação religiosa adequada, se comportam perante seu Criador. Sentem-se como atores e criadores, não como criaturas. Querem formatar Deus à sua maneira.
Há até líderes religiosos dos quais se ouve: “Eu determino que Deus te conceda …”.
Nossa! Que poder tem um pregador que pode determinar a Deus o que deve fazer para um fiel que busca consolo, busca ajuda, busca amparo, não é?!

Deus é Deus – diz uma reflexão no devocionário Castelo Forte 2019 – e nós, suas criaturas, razão porque não o podemos manipular. O que Deus quer é que confiemos que tudo o que ele determinar para nós, aceitemos submissos como sendo o melhor para nós.
Não adianta espernear quando Deus tem algo planejado para nós; teremos que aceitar e passar por isso.
Por excemplo:
Estar a caminhar pela calçada e ser atropelado por um carro dirigido por motorista bêbado, é culpa sua?
Não, mas Deus teve um propósito.
Você voltar a andar, ou não, isso não cabe a nós.
Podemos orar, submissos, e implorar para ficar bom, mas se Deus o quiser usar como instrumento para mostrar o seu poder, as orações não resolverão.
Na Bíblia registra que em alguma situação Moisés orou, e Deus se arrependeu do que intentava fazer contra o seu povo, mas hoje não é mais assim.
Ah, Jesus também orou pra Deus, pedindo que, se possível, não precisasse encarar a morte de cruz, mas sabemos o desfecho.
Pensar em méritos próprios, segundo os religiosos, é como desmerecer os méritos da ação de Deus e não lhe dar a glória merecida. Busquemos a Deus em todas as situações da vida.
Cabe a Deus atender ou não, pois ele é Deus!

Edvino Borkenhagen

Coluna Mensageiro – Registro 0123526, 18/08/2003 – Títulos e Documentos
Publicada em 01/02/2019 no jornal Gazeta Diário – Ano XXI – Mensagem 1.071

BORKENHAGEN 35 ANOS  RESPEITANDO E PROPAGANDO A SUBMISSÃO A DEUS!

 

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