A Babel invertida II

Coluna Mensageiro
21 anos, na página 7 do então jornal Gazeta do Iguaçu, numa sexta-feira, num espaço igual ao atual, o pastor Urbano Lehrer escreveu um artigo com o título A Babel Invertida.
Nascia esta coluna semanal, naquele tempo sob a responsabilidade dos luteranos (da IELB) de Foz do Iguaçu. Foram colunas e colunas distribuídas entre pastor, estagiários e novo pastor, tendo a Borkenhagen como mantenedora parcial, até que, por ela, foi assumida "in totum" com a identificação de Coluna Mensageiro.
Importante foi a assistência do então presidente da IELB Carlos Walter Winterle, atualmente atuando em Pretória, na África do Sul.

A Borkenhagen assumiu a responsabilidade de trazer mensagens de cunho espiritual e artigos de cunho profissional.
Ah, como tem sido bom ouvir, de pessoas desconhecidas, na rua, o gosto de lerem a Coluna Mensageiro; mencionarem o conteúdo de alguma edição que mais recentemente lhes tenha causado mais impacto, e assim por diante!

O que nos traz aqui desta vez, ainda lembrando a primeira Coluna, é a festa do Pentecostes que muitas igrejas cristãs comemoraram, ou lembraram, em 09 de Junho presente.
Conforme Gênesis 10.5 consta que já havia diversos povos (de Sem, Cão e Jafé); que todos os povos falavam a mesma língua (seria a língua adâmica?); que determinado povo, parece de ímpios e rebeldes, mudou-se para a planície de Sinar (Oriente Médio) e passou a produzir tijolos para construir uma cidade e uma torre para alcançar o céu, o que não agradou a Deus.

Quando Deus disse “desçamos”, os cristãos creem que foi a Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo) que teria descido para gerar a confusão de línguas entre aquele povo que não queria ser espalhado.

Dúvidas (não é contestação!):
– Não era o povo de toda a terra que falava a única língua?
– Eram amarelos, negros e brancos, descendentes de Sem, Cão e Jafé, todos falando a mesma língua, ou falavam a língua de Adão, a qual teria sido falada até o Dílúvio? Algo mais sobre as três raças, clique aqui.
– Os representantes dessas 3 raças já habitavam  lugares distintos como Oriente, África e Europa, quando o povo em Sinar foi confundido e espalhado, ou viviam apenas no Oriente?
– Esse povo que se ajuntou em Sinar, sabia da extensão do mundo, da existência de povos em outros lugares, para ter medo de ser espalhado?

Deus agiu exatamente contra esse povo, contra sua iniciativa e contra o seu plano, espalhando-o por toda a terra.
Quando Deus os fez falar em outras línguas, não temos o relato de, para onde essa gente foi espalhada.
Dúvidas:
– Essa gente, no lugar para onde teria ido, firmou (cada grupo) essa nova língua entre os habitantes do lugar para onde foram espalhados?
– Passaram a ser discriminados por falarem nova língua, como intrometidos?
– Essas línguas que Deus instituíra (na confusão) teriam alguma importância maior ou menor entre os povos?
– Algumas dessas línguas desapareceram?
– Se a Bíblia registra que um passou a não entender o outro, membros de uma mesma família também foram vítimas dessa confusão, passando a não mais se entenderem entre si?

Isso parece não importar no relato atribuído a Moisés, mas sim, a confusão gerada por Deus, pois parece que Deus temia algum mal maior, posto que está escrito: “Isso é apenas o começo”.
Primeiro o homem foi seduzido (pela serpente, representando o diabo) a ser igual a Deus, agora esse povo, por iniciativa própria, queria chegar ao céu, por uma edificação própria. A SUBMISSÃO A DEUS estava em jogo.
Se alguém aceitar aprofundar, mais, a pesquisa, encontrará registros no Alcorão (dos muçulmanos) confirmando a existência da torre de Babel.

A confusão na cabeça de quem quer testemunhar é grande, pois esse episódio dá chance a muitos questionamentos.
Só quem testemunha é que sabe do volume de questionamentos a que é submetido devido à sua fé!

O Pentecostes aconteceu muitos e muitos anos depois do evento de Babel, pelos relatos aos quais se tem acesso.
Os seguidores de Jesus Cristo, que o teriam visto partir pro céu e, na subida, teriam sido assegurados que em Jerusalém receberiam o poder do Espírito Santo, só entenderam os ensinamentos de Jesus depois de ficarem sem ele.
O que em Sinar representou CONFUSÃO, em Jerusalém representou, DÁDIVA.
Em Sinar Deus obrigou as pessoas falarem em outra língua para não se entenderem.
Em Jerusalém Deus deu o dom de falarem em outra língua para conquistar gente.
O espírito dá entendimento, e fé, às pessoas.
Isso abre um espaço enorme para seguidores de crenças diversas colocarem em dúvida os ensinamentos de Cristo, pois eles, por iluminação, ou sonho, teriam conseguido o entendimento para ensinar o que, e como, deve ser feito para se chegar à vida eterna.

Dúvidas:
– Jesus, após a ressurreição, teria adentrado ao recinto no qual, trancados, estariam 10 discípulos.
  – Jesus soprou sobre o Espírito Santo sobre os discípulos.
  – Isso não fez efeito neles até depois da Ascensão para, então, receberem visivelmente o poder do Espírito Santo?
– Tomé, que não esteve junto aos demais naquela 'visita' de Jesus, o viu noutra ocasião.
  – Quando Tomé viu as marcas dos pregos e da lança, também acreditou que Jesus ressuscitou.
  – Jesus, então, também soprou o Espírito Santo sobre Tomé?

Nós respeitamos a tua fé e ao iniciarmos o Ano XXII te convidamos a continuar nos acompanhando, sempre com o respeito que mereces.
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Edvino Borkenhagen

Coluna Mensageiro – Registro 0123526, 18/08/2003 – Títulos e Documentos
Publicada em 14/06/2019 no jornal Gazeta Diário – Ano XXI – Mensagem 1.090

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