Uma conferência que mudou o mundo

Coluna Mensageiro
– O mundo?
Em 1945, na cidade de Potsdam, na Alemanha, em pleno 02 de Agosto, estavam reunidos:
– Clement Attlee, que substituiu Winston Churchill na eleição no Reino Unido,
– Harry Truman representando os Estados Unidos, e
– Josef Stalin, pela União Soviética.
Os participantes foram os vitoriosos aliados da Segunda Guerra Mundial, os quais decidiram como administrar a Alemanha, derrotada, a qual havia se rendido em 08 de maio daquele ano.

Trataram, também nessa conferência, como estabelecer a ordem no pós-guerra e como contornar os efeitos da guerra.
Decidiram que todas as áreas anexadas pela Alemanha após 1937 deveriam ser revertidas aos países de origem, bem como decidiram pela separação da Áustria da Alemanha.

Acordo foi firmado estabelecendo a divisão da Alemanha e da Áustria como zonas de ocupação, assim como a divisão de Berlim e Viena em 4 zonas: americana, britânica, francesa e soviética. A divisão resultou em 2 alemanhas: a Ocidental e a Oriental.
Em 1961 a capital da Alemanha, Berlim, teve a zona administrada pelos americanos, britânicos e franceses isolada do resto da Alemanha Oriental pelo Muro de Berlim que acabou virando uma fronteira interna alemã.

Com a reversão dos territórios antes anexados à Alemanha, foi estabelecida nova fronteira entre a Alemanha e a Polônia, definindo-se a chamada linha Oder-Nisse como marco permanente. Com isso os alemães que habitavam dalém da nova fronteira acabaram sendo expulsos.

Os aliados, vitoriosos, agora trataram de apresentar a conta de suas perdas em decorrência da Guerra. Estimaram em 200 milhões de dólares o quanto a Alemanha deveria ressarci-los.
Por decisão dos 3 aliados ocidentais a Alemanha foi obrigada ao pagamento de 20 milhões de dólares, em propriedades, produtos industriais e força de trabalho.
Entretanto, depois ocorreu a Guerra Fria entre ocidentais e orientais o que culminou com o não pagamento da totalidade do valor imputado como dívida da Alemanha.

Por proposição de Stálin (aliado oriental) a Polônia não teria direito a indenização, mas a uma compensação pela União Soviética, mas os registros dão conta que isso não aconteceu.
Bueno, daí os aliados editaram a Declaração de Potsdam que definiu os termos para a rendição do Japão.

Como Stálin já havia instalado governos comunistas em países da Europa Central, sobre os quais exercia influência, os aliados ocidentais desconfiaram do aliado soviético. Também o Japão receberia um ultimato, sendo ameaçado de uma rápida e total destruição.

Truman comentou a Stálin sobre a existência de uma arma muito potente, mas Stálin já sabia disso, bem antes.
Como o Japão não aceitou os termos de rendição, aconteceu o horrível espetáculo em Hiroshima, em 06 de agosto, e em Nagasaki, em 09 de agosto, quando bombas atômicas foram lançadas pelos norte-americanos.
Com isso, em 15 de agosto foi o dia da vitória final sobre o Japão.
Em 2 de setembro representantes japoneses assinaram a rendição.
Essas bombas foram lançadas, também, para conter o avanço de Stálin para o leste.

Assim caminhou a humanidade!
Poderiam viver em paz, unidos, tal qual a Europa hoje respira ares de unidade, mas a guerra matou a muitos.

Edvino Borkenhagen

Coluna Mensageiro – Registro 0123526, 18/08/2003 – Títulos e Documentos
Publicada em 02/08/2019 no jornal Gazeta Diário – Ano XXII – Mensagem 1.097

BORKENHAGEN 36 ANOS  RESGATANDO FATOS DA HISTÓRIA!

 

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