O que esperas receber é legado ou herança?

 Coluna Mensageiro
– Na edição 1.102 abordamos o valor da herança que Bill e Melinda Gates decidiram, em consenso com seus filhos.
Sabe o que disse Bill Gates? “Queremos manter um equilíbrio entre eles terem a liberdade de fazer o que quiserem, mas sem jogar muito dinheiro em cima deles para que eles não façam nada!”. Percebes? Filhos, para ter algo, devem trabalhar, devem conquistar, devem estudar, não devem esperar pela morte dos pais para herdar patrimônio!

Assim também Amyr Klink, aquele que já tinha ido mais de 40 vezes ao Sul do Mundo – a Antártica – passou também  a levar as filhas gêmeas, Tamara e Laura, de 8 anos e a caçula, Marininha, de 6 anos. Como navegador, como explorador, como turista e como pai, disse certa vez que: “É um privilegio oferecer para uma pessoa uma coisa que ela nunca viu.”. A cada viagem a permanência lá é, na média, de 3 meses, do verão de neve. Mas como disse, a neve não incomoda, e que o convívio com os animais e as pessoas que passam por lá é o maior aprendizado, e complementa “lá você vai aprender e contribuir de alguma forma”. Pra mostrar o quanto amam o lugar, as três filhas, em 2010, lançaram o livro infantil Férias na Antártica.

A cada viagem vivem experiências diferentes, e como disse Marininha em entrevista ao Site Terra, que no começo sentia muito medo das ondas muito altas na junção dos oceanos Atlântico e Pacífico, mas que elas perdem o medo porque confiam muito no pai. Quando se fala em medo, ela diz que não adianta orar porque “Deus está muito ocupado e não pode perder tempo salvando loucos que foram se aventurar na Antártica”. Amyr Klink e Marina Bandeira Klink, apesar do patrimônio e do conhecimento adquirido, vão transferir “legado” às filhas.

Em uma entrevista a Pedro Bial, na TV, Amyr contou o que se passou com ele e sua filha, Tamara, que também tem nas veias o sangue explorador, ou desbravador. A filha tinha um grande desejo: Velejar até a Antártica!
Então ela comentou com o pai: “O barco está pronto pra ir pra Antártica?” “Ele tá, minha filha!” “Você deixaria seu barco pra ir pra Antártica?” ‘Sim”, disse o pai. “E você me deixaria ir pra Antártica?” “Claro, minha filha, eu deixo você ir pra Antártica”. “Então você me empresta o barco?” Ele disse: “Claro, que não!” “Mas, por que não?” A resposta foi: “Filha eu levei 30 anos pra ter um barco pronto pra ir pra Antártica. Eu não empresto o barco pra você. Empresto pra outra pessoa, mas pra você não, porque eu vou perder os dois. Eu gosto de você e gosto do barco também. Os dois vão morrer. O barco vai afundar e você vai morrer.
Você quer mesmo ir pra lá?” “Quero!” “Então eu vou lhe ajudar.” “Mas como? Você tem dinheiro pra me ajudar?” ”Sim, tenho. Vou começar com Zero centavos. Você nunca vai ter um centavo meu. Você vai ter que fazer o seu barco. Eu ajudo. Você vai ter que fazer um projeto, vai ralar pra ter os recursos e, um dia, quando o barco ficar pronto também estará pronta pra ir!

Amyr então falou, pro Bial: “Eu percebo que este é o desafio desta geração. Eles têm visão completa do que é o fim do caminho, mas não sabem o quanto custa para chegar onde o vitorioso chegou. Eles tentam pular o caminho, mas a beleza de navegar é que não dá pra escapar do Caminho!

Resumindo:
Esperas receber legado ou herança?
O que te impulsionará com segurança?

Edvino Borkenhagen
Fonte das fotos: Viagem Abril

Coluna Mensageiro – Registro 0123526, 18/08/2003 – Títulos e Documentos
Publicada em 13/09/2019 no jornal Gazeta Diário – Ano XXII – Mensagem 1.103

BORKENHAGEN 36 ANOS  ASSESSORANDO INVESTIMENTOS DE FAMÍLIAS!

 

Deixar uma resposta