Para o mundo e a família refletir

Coluna Mensageiro
– Depois de termos lembrado do dia dos santos e das santas, na edição 1.110, nos parece bem reconhecermos pessoas relacionadas ao 10 de Novembro, pois pode haver um elo entre os dois personagens e você.
Um, para mais de 80 milhões de pessoas, no mundo, é tido como um “escolhido por Deus” para resgatar a pureza da Palavra de Deus ensinada na igreja de sua época.
O outro, bem atual, tem o dia de nascimento coincidente, mas de quem os seus mais íntimos também gostariam que tivesse, na posteridade, registrado que se manteve uma fiel seguidora dos ensinamentos do primeiro.

Em 1483, em Eisleben, na Alemanha, de  Hans Luther e Margarethe Lindemann, nascia Martin Luther, mais tarde conhecido como Martinho Lutero. Hans era um proeminente cidadão, mineiro, que chegou a ser conselheiro da cidade de Mansfeld. O ambiente em que viviam era de violenta austeridade com histórias de demônios, feiticeiros e superstições.

Aos 16 anos Lutero já ingressara na Universidade de Erfurt (a “Roma Alemã”), onde estudou Artes, Leis, Línguas e Filosofia, sendo, aos 18 anos um brilhante aluno de advocacia, seguindo as expectativas de seu pai.
Em 1505, porém, ao voltar, junto com um amigo, de uma visita à casa de seus pais, depararam-se com uma forte tempestade, tendo um raio atingido o seu amigo. Daí a história registra que, aterrorizado Lutero exclamou “Ajuda-me Sant’Ana! Eu me tornarei um monge!”. Naquele momento Lutero fez uma promessa.
O fato de ter sobrevivido ao raio o fez deixar a faculdade, vender seus livros e ingressar na ordem dos Agostinianos, no mosteiro de Erfurt, sem mesmo consultar seus pais.
Hoje, no local onde o raio teria caído, um memorial erigido em pedra relembra o evento.
Antes de ir para o mosteiro, Lutero já havia obtido conhecimento básico das “sete artes liberais”: Gramática, Retórica, Dialética, Aritmética, Geometria, Música e Astronomia.

Em 1511, Lutero visitou Roma e ficou chocado com a frivolidade da cúria romana. Em 1512 obteve o doutorado em Teologia. Consta que, por isso, tivera acesso à Bíblia a qual era exclusividade das ‘autoridades eclesiásticas’. Ensinando Teologia, amadureceu a doutrina sobre “justificação pela fé”.

Como não havia um estado nacional alemão, os príncipes, subordinados ao Imperador do Sacro Império Romano Germânico (ligado ao papa) decidiam os assuntos na Dieta Imperial.
Todas as taxas arrecadadas pela Igreja eram enviadas a Roma, o que tornou inviável a situação. A solução era formar-se uma igreja nacional.
Em 1517 Lutero ainda não havia completado seu sistema teológico. Em Wittenberg, em conferência na Universidade, tomou conhecimento da chegada de um frade vendendo indulgências (perdão de pecados), sendo o dinheiro também enviado a Roma.
Grande parte da população alemã apoiou uma das 95 teses em que Lutero defendia que as indulgências não foram criadas por Cristo. Do protesto do povo, contra a Igreja, surgiu o termo “protestante”.

Em 2004 nascia em Foz do Iguaçu, uma menina, a qual agora aos 15 anos, pode ser uma promessa de ser talentosa na área que escolher como sua profissão.
A família nutre esperanças:
– que ela continue sendo fiel a Deus,
– que valorize a família,
– que seja bem sucedida nos estudos,
– que permaneça fiel à fé luterana, e
– escolha sempre fazer o bem ao próximo, talvez na área da saúde, a qual vem sendo apontada como de sua preferência.

Edvino Borkenhagen

Coluna Mensageiro – Registro 0123526, 18/08/2003 – Títulos e Documentos
Publicada em 08/11/2019 no jornal Gazeta Diário – Ano XXII – Mensagem 1.111

BORKENHAGEN 36 ANOS  PRESERVANDO FATOS E VALORIZANDO PESSOAS!

 

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