Sobre as Repúblicas de Piratini e de Curitiba

Coluna Mensageiro
– Falando-se em República, logo nos vem à mente o Dia da Proclamação da República, lembrado em 15 de Novembro, evento tratado pela história como um golpe político-militar, em 1889, contra a monarquia constitucional parlamentarista do Império, a qual tinha como chefe maior o imperador Dom Pedro II, o qual foi ‘convidado’ a ir para o exílio na Europa.
Através do movimento de um grupo de militares liderado pelo marechal Manuel Deodoro da Fonseca foi instaurada a forma republicana presidencialista de governo no Brasil.
Foi, portanto, destituído o Imperador e instituído um governo provisório republicano, que se tornaria a Primeira República Brasileira. Mas disso tu vais ouvir o suficiente do jornalismo profissional, por esses dias.

Bem antes, em 1836, houve outro movimento no extremo sul do Brasil, que ocorreu devido à exploração sofrida pela Província de São Pedro criada em 28/02/1521 a partir da Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul.
Entre 1835 e 1845 o território foi objeto de cisão pela República Rio-Grandense, também conhecida como República de Piratini, pois tinha como capital a cidade de Piratini.
Sofria exploração do governo central, primeiro por ter grande custo em manter as tropas para defender a divisa do Brasil contra o Uruguai, depois pela taxação dos produtos , principalmente da pecuária rio-grandense, o que desencadeou a Revolução Farroupilha.
Teve seus limites territoriais acertados com o Uruguai em 1850, mas só em 15/11/1889 viria a se tornar o atual estado do Rio Grande do Sul.
A República de Piratini foi proclamada em 11/09/1836, pelo general Antônio de Sousa Neto, como consequência da vitória obtida pelas forças oligárquicas gaúchas contra o império brasileiro, no entanto sem a intenção de proclamar um estado-nação separado da nação brasileira, mas mostrar a insatisfação com os altos impostos.

Já bem mais recente, surgiu um movimento denominado República de Curitiba, tendo como foco recuperar a moral e a ética do Brasil, devidos à exploração impetrada por governantes e aliados contra empresas potencialmente brasileiras, notadamente a Petrobrás.
Surgiu então a Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal.
Consta que o maior esquema de corrupção, da história do Brasil, havia sido instalado em governos anteriores ao atual, sendo através de tal esquema enviados recursos do Brasil para financiar ditaduras latinoamericanas [e também da África].
Denúncias, movimentos de protesto, reclamações nas ruas, reclamações na imprensa, e na mídia social, deram fôlego à Justiça, que acolhia e julgava os casos trazidos pela Polícia Federal.
O Brasil começou a ser passado a limpo. Não apenas ‘ladrões de galinha’, mas pessoas ligadas ao governo central e o próprio dirigente-mor, foram alcançadas envolvidas com ações não recomendadas.
Muita gente que se julgava intocável passou a ter calafrios quando se tornava assunto da República de Curitiba.
O mundo passou a ver que o Brasil vinha sendo esfacelado, e que a Justiça, munida de provas obtidas em diligências da PF, e apoiada em delações premiadas de pessoas envolvidas no esquema de corrupção, começava a encarcerar pessoas com altos cargos públicos, bem como dirigentes de grandes empreendimentos privados.
O respeito à pessoa de bem voltou a existir, graças à República de Curitiba.

Piratini ou Curitiba surgiram porque o povo estava sendo roubado, o Brasil sendo saqueado.

Edvino Borkenhagen

Coluna Mensageiro – Registro 0123526, 18/08/2003 – Títulos e Documentos
Publicada em 14/11/2019 no jornal Gazeta Diário – Ano XXII – Mensagem 1.112

BORKENHAGEN 36 ANOS  PRESERVANDO A HISTÓRIA, A MORAL E A ÉTICA!

 

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