Fim do Advento, ou advento do Fim?

Coluna Mensageiro
– Nem um, nem outro!
O que está por acontecer é o fim de um ano e o advento de novo ano ECLESIÁSTICO. Heim? Sim, as igrejas cristãs, digamos as que respeitam o Dia de Natal como sendo 25 de dezembro, estão por finalizar o atual Ano Eclesiástico, ou Ano da Igreja (não coincide com o ano civil), e iniciar o novo Ano Eclesiástico, com o período do Advento, o qual antecede o Natal.

Nesse período de Domingo Comum, ou Domingo após Pentecostes, as leituras e as pregações, os sermões, focam para o arrependimento, para o fim do mundo. Todos os anos, nessa época nessas igrejas é dado o alerta para que os fieis se convençam de seus erros, se arrependam, e busquem uma vida de mais aproximação a Deus.

Se tragédias são assunto dessa época, temos pessoas que fogem de seu país pelo fato de divergirem da opinião política reinante, ou por convicção religiosa contrária à maioria dominante.
Daí quando buscam refúgio em outra terra, às vezes são motivo de zombaria; às vezes são bem acolhidos, mas com o tempo querem impor suas convicções sejam elas políticas ou religiosas, apoiando-se que o contigente de imigrantes refugiados já seja de bom tamanho para promover desordem. Países da Europa são exemplo disso.
Daí perguntamos: Se Deus governa, por que aqueles que o servem com lealdade e confiam em sua palavra, são maltratados no novo país, ou por que os nativos, que acolheram os refugiados, são roubados, são assaltados, são atacados?

Ah, tá, é pregado que Jesus prometeu, e seus seguidores assim o crêem, que haverá um fim para a dor terrena, pois é assegurado um mundo novo, onde não haverá tristeza, nem dor, nem sofrimento, nem morte.
O que não deixam claro é que ao se despedir alguém desse mundo nunca mais verá seus familiares, pois na vida eterna viverá como anjo, e “anjos não casam nem se dão em casamento”, o que quer dizer que não teremos parentesco com ninguém no céu, e que devemos aceitar o alerta para estarmos de bem com Deus e de bem com o próximo, principalmente com os mais íntimos, pois um dia será nosso último dia.

Uma carta de despedida, atribuída ao Prêmio Nobel de Literatura, Gabriel García Márquez, nos foi indicada pelo cliente e amigo Osvaldo Salas. Márquez morreu aos 87 anos e a teria desmentido aos 72. Da linda e vibrante mensagem destacamos:

Se Deus me obsequiasse um pedaço de vida, me vestiria de maneira simples, me deitaria de bruços ao sol, deixando descoberto, não somente meu corpo, senão minha alma…. Aos velhos lhes ensinaria que a morte não chega com a velhice, senão com o esquecimentoSe soubesse que estes são os últimos minutos que te vejo diria “te quero” e não assumiria, estupidamente, que tu já o sabes Mantém aos que amas, perto de ti, dize-lhes ao ouvido o muito que precisas deles, queira-os e trata-os bem, toma tempo para dizer-lhes “sinto muito”, “perdoa-me”, “por favor”, “obrigado” e todas as palavras de amor que conhecesNinguém te recordará pelos teus pensamentos secretos. Pede ao Senhor a força e a sabedoria para expressá-los.”

Não te importes tanto em querer saber quando será teu fim, mas em como viver vida digna, de testemunho de fé, para convencer a outros que o Deus, cuja doutrina segues, é Deus de amor, não de ódio, para que a diversidade de crenças seja respeitada e que seja: DEUS ACIMA DE TODOS!

Edvino Borkenhagen

Coluna Mensageiro – Registro 0123526, 18/08/2003 – Títulos e Documentos
Publicada em 22/11/2019 no jornal Gazeta Diário – Ano XXII – Mensagem 1.113

BORKENHAGEN 36 ANOS  AJUDANDO PESSOAS A SE APROXIMAREM DO PRÓXIMO E DE DEUS!

 

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