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A mãe da gente é
sempre muito alta.
Conforme a gente
cresce ela vai diminuindo de tamanho.
Às vezes
é magra, outras vezes é gorda, de vez em quando faz regime e fica
comendo fora de hora o dia inteiro.
É sempre muito
bonita, mas fica estranha no dia em que vai ao cabeleireiro.
Há mães de todas
as cores e em todos os lugares do mundo. Podem viver em qualquer
clima, tanto nas regiões geladas, quanto onde faz calor.
É como na cozinha, onde mexem na geladeira e no fogão.
No temperamento,
também são assim, dum extremo para o outro e mudam muito de opinião:
- Por que você
está tão quieto?
- Por que se agita
tanto?
- Saia da frente
da TV e vá fazer outra coisa!
- Não tome sol
demais, entre e venha ver TV!
- Vá arrumar seu
quarto!
- Saia desse
quarto e vá tomar um pouco de sol!
Se as mães fossem
mais bem programadas, seriam mais previsíveis e menos interessantes.
Talvez a gente nem gostasse delas.
Se fica muito
tempo longe, a gente sente saudades, ainda que saiba que a certa
hora ela vai voltar. Sempre volta, mesmo que saia todos os dias para
ir trabalhar.
Quando está em
casa, a gente pode sempre dispor dela, apesar de uma vez ou outra
ela dar um chega pra lá:
- Não me amola!
Tenho mais o que fazer!
Nesse caso a gente
pode dizer:
- Estou muito
infeliz. Você não me dá atenção!
Ela não resiste a
uma chantagem emocional. Abraça, beija, quer saber o que aconteceu.
Texto com autoria
atribuída a Edy Lima
Complemento da
apresentadora:
Mãe - palavra
pequena, mas com um significado infinito, pois quer dizer: amor,
dedicação, renúncia a si própria, força e sabedoria.
Ser mãe não é só
dar à luz e sim, participar da vida dos seus frutos gerados, ou
criados, e ensiná-los o caminho em que devem andar.
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