INÍCIO     |     NOSSA EMPRESA     |     ORIENTAÇÕES    |     MENSAGEIRO     |      ARTIGOS      |     ENTRETENIMENTO    |      BORKINFO     |     FAMÍLIA BORKENHAGEN

Início | Orientações | Saúde | Arquivos | Uma nova Bioética

Uma nova Bioética

Jaycee, uma criança norte-americana, nasceu na década de 90, depois que John e Luanne Buzzanca resolveram ter um filho. Para isso encomendaram, em clínica especializada, um óvulo e um espermatozóide. Os doadores e futuros pais biológicos permaneceram anônimos. Após a fecundação, alugaram por dez mil dólares o útero de outra mulher para que a gestação e o parto fossem garantidos. Porém, pouco antes do nascimento de Jaycee, o casal divorciou-se e passou a negar qualquer responsabilidade sobre o futuro bebê.

 

Com os pais biológicos no anonimato e sem nenhuma vinculação genética com John e Luanne, ou mesmo com a mãe de aluguel que apenas desenvolveu o feto em seu útero, sobrou à Justiça declarar Jaycee um bebê sem pais.

 

Em palavras mais duras: órfã de ninguém!

 

Na mulher, doses maiores de hormônios podem amadurecer vários óvulos de uma só vez. É a chamada hiperestimulação ovariana. Extraídos, eles são fecundados por espermatozóides selecionados do marido ou de qualquer outro homem. Procura-se evitar males genéticos e escolher à dedo o sexo, cor dos olhos e da pele e outros atributos do novo bebê, disponíveis na prateleira deste supermercado genético.

 

Os embriões destas diferentes fecundações podem ter destinos desiguais: desenvolverem-se no útero desta mulher; transplantarem-se a úteros de aluguel; congelados para o futuro ou utilizados em experiências. Os que sobram, são descartados.

 

Embriões desenvolvidos no útero de outra mulher, têm dupla maternidade: a mãe biológica e a mãe social.

 

Embriões fecundados em útero alugado e transplantados para mães de aluguel, têm tripla maternidade: a mãe biológica e duas mães sociais (a que cedeu o útero para a fecundação e a que alugou o seu para a gestação).

Outros embriões, ainda, podem ser desenvolvidos para servirem como doadores em possíveis bancos de órgãos. Ou como cobaias em experiências.

Estes avanços reascendem a esperança de uma vida melhor. Por outro lado, criam novos dilemas filosóficos e religiosos que precisam ser respondidos.

Nenhuma discussão ou prática que envolva o futuro da sociedade pode ficar restrita aos meios científicos e tecnológicos. Através de lei, precisa deixar os laboratórios e ganhar as ruas. E o povo não deve usar a tática do avestruz, enfiando a cabeça no buraco. Pelo contrário, tem que procurar em seus preceitos morais uma nova ética que contemple estes dilemas biológicos. Ou melhor, uma nova bioética.

Assim, a democratização destes dilemas garante que, se forem cometidos erros, eles tenderão a ser menores e, certamente, mais legítimos.

Como perguntou certa vez o escritor norte-americano Vance Packard:

-“É possível esperar que os cientistas sejam tão prudentes em experimentações humanas quanto têm sido audazes na experimentação com animais?”

Avenida Salvador Guerra, 80 - Jardim América - Foz do Iguaçu, PR | Fone/Fax: 45 3028 6464

Borkenhagen Soluções Contábeis Ltda.

Copyright © Desde 1997 - Direitos reservados