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Doenças da "Era Moderna"

Como se prevenir, através de exercícios que podem ser feitos em casa, de LER/DORT, as chamadas doenças da era moderna

 

Cerca de 70% dos trabalhadores estão, fisicamente, mais fracos do que deveriam. Pelo menos essa é uma das constatações preliminares de um levantamento realizado pela Long Life Fisioterapia em grandes empresas catarinenses – uma delas com mais de 5 mil funcionários. O estudo, que ainda deve ser finalizado, identificou que a maioria dos profissionais está com índice de força muscular – capacidade de exercer força/tensão máxima para um determinado movimento corporal – abaixo do ideal.

Os resultados, para a fisioterapeuta e coordenadora da empresa, Cláudia Wanderck, servem de alerta para a necessidade de realizar exercícios físicos regularmente. A prática, segundo a especialista, evita a atrofia de músculos e reduz os riscos de doenças osteomusculares – lesões em tendões, músculos, nervos, ligamentos e outras estruturas responsáveis pelos movimentos de membros superiores e inferiores, ombros, costas e pescoço.

O sinal amarelo também deve ser ligado no trabalho. Além do sedentarismo da vida pessoal, uma série de outros fatores relacionados à atividade profissional – como mesas, cadeiras e equipamentos que induzem uma postura errada e falta de pausas para descanso durante a jornada diária – favorecem o surgimento de Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho (DORT), consideradas “as doenças da era moderna”. “Por isso, realizar exercícios de fortalecimento regularmente é fundamental para evitar sintomas dolorosos e preservar a saúde dos músculos e articulações”, explica Cláudia, em entrevista ao Noticenter.

Apesar de se tratar de um problema sério, que já lidera o número de afastamentos do trabalho em todo mundo, as LER/DORT podem ser facilmente curadas se diagnosticadas a tempo e bem tratadas. No entanto, de acordo com Cláudia, é importante desenvolver um trabalho preventivo para evitar os riscos.

A seguir, você confere alguns tipos de exercícios simples de fortalecimento, indicados pela especialista, que podem ser realizados em casa, com garrafas pet com água ou areia que substituem de forma bastante eficiente os halteres, gerando carga ao exercício realizado. Se surgirem dores persistentes depois da atividade, a recomendação é procurar um médico ou um fisioterapeuta.

 

Orientações de fortalecimento muscular para membros superiores

Fortalecimento de bíceps

Fortalecimento de tríceps

Fortalecimento de deltóides (ombros)

1. Segurando o peso com as palmas voltadas para cima, realize movimento na direção do peito.
2. Após realizar a flexão, retorne ao movimento inicial da foto 1. Repita esses movimentos  lentamente, iniciando por duas séries de 10 movimentos e aumentando gradativamente.

1. Segurando o peso com as palmas voltadas
para dentro, realize movimento estendendo o
cotovelo e empurrando o peso para trás e  para cima.
2. Após realizar a extensão, retorne ao movimento inicial. Repita esses movimentos lentamente, iniciando por duas séries de 10 movimentos e aumentando gradativamente.

1. Segurando o peso com as palmas voltadas para dentro, realize movimento de abertura do ombro até a abertura máxima de 90 graus.
2. Após realizar a abertura dos ombros, retorne ao movimento inicial da foto anterior. Repita esses movimentos lentamente, iniciando por duas séries de 10 movimentos e aumentando gradativamente.

Fortalecimento de deltóides (ombros)

Fortalecimento de rotadores dos ombros

Fortalecimento da região dorsal

1. Segurando o peso com as palmas voltadas
para baixo, realize movimento de flexão dos
ombros, empurrando o peso para cima.
2. Após realizar a flexão, retorne ao movimento inicial. Repita esses movimentos lentamente, iniciando por duas séries de 10 movimentos e aumentando gradativamente.

1. Segurando o peso com as palmas voltadas para dentro, realize movimento de abertura do ombro rodando os ombros para fora.
2. Após realizar a abertura dos ombros (rotação externa), mantendo cotovelos próximos do corpo, retorne ao movimento inicial. Repita esses movimentos lentamente, iniciando por duas séries de 10 movimentos e aumentando gradativamente.

1. Segurando o peso com as palmas voltadas
para baixo, realize movimento de extensão dos ombros, empurrando os cotovelos para cima.

2. Após realizar a extensão, retorne ao movimento inicial. Repita esses movimentos lentamente, iniciando por duas séries de 10 movimentos e aumentando gradativamente.

Essa série de fortalecimentos pode ser realizada diariamente, mas para pessoas destreinadas, deve-se iniciar com duas vezes por semana na primeira semana, acrescentando um dia por semana a cada semana, até atingir a frequência de exercícios diários. Após essa evolução, o número de repetições e posteriormente o peso podem ser aumentados. Depois dos treinos de força, podem ser feitos alongamentos leves para finalizar a atividade.

Estágios da LER/DORT

Grau 1
Sensação de peso e desconforto no membro afetado. Dor espontânea no local, às vezes com pontadas ocasionais durante a jornada de trabalho, que não interferem na produtividade. Essa dor é leve e melhora com o repouso. Não há sinais clínicos.

Grau 2
Dor mais persistente e mais intensa. Aparece durante a jornada de trabalho de forma contínua. É tolerável e permite o desempenho de atividade, mas afeta o rendimento nos períodos de maior esforço. É mais localizada e pode vir acompanhada de formigamento e calor, além de leves distúrbios de sensibilidade. Os sinais clínicos de modo geral continuam ausentes. Podem ser observados pequena nodulação e dor ao apalpar o músculo envolvido.

Grau 3
A dor torna-se mais persistente, mais forte e tem irradiação mais definida. O repouso em geral só diminui a intensidade, nem sempre fazendo-a desaparecer por completo. Aparece mais vezes fora da jornada, especialmente à noite. Perde-se um pouco a força muscular. Há queda de produtividade, quando não impossibilidade de executar a função. Os trabalhos domésticos muitas vezes não podem ser executados. Os sinais clínicos estão presentes. O inchaço é frequente, assim como a transpiração a alteração da sensibilidade. Movimentar ou apalpar o local afetado causa dor forte. O retorno ao trabalho nesta fase é problemático.

Grau IV
Dor forte, contínua, por vezes insuportável, levando a intenso sofrimento. A dor se acentua com os movimentos, estendendo-se a todo o membro afetado. Dói até quando o membro estiver imobilizado. A perda de força e controle dos movimentos são constantes. O inchaço é persistente e podem aparecer deformidades. As atrofias, principalmente dos dedos, são comuns em função do desuso. A capacidade do trabalho é anulada e a invalidez se caracteriza pela impossibilidade de um trabalho produtivo regular. As atividades do cotidiano são muito prejudicadas. Nesse estágio são comuns as alterações psicológicas, com quadros de depressão, ansiedade e angústia.

Fonte: www.mundoergonomia.com.br

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