Notícia falsa, você compartilha?

Houve tempos em que ocorreu uma enxurrada de mensagens dando conta de que uma criança tivera desaparecido e que seus pais estavam em pânico.

Anexavam a foto de uma linda criança, para percebermos que o assunto mereceria nossa atenção.

Constava(m) número(s) de telefone(s) para retornar. Números que, ou não continham o código de área ou, se alguém contatasse, o número não existia. Muitos se moveram por solidariedade a compartilhar a notícia.

Na verdade era um fake plantado para tirar sarro da ingenuidade de quem compartilhava a mensagem ou, até, para criar pânico para a pessoa que recebesse uma ligação, sem saber do que se tratava.

Houve textos plantados contra governo, contra governantes, contra pessoas de boa índole, os quais foram divulgados como sendo de autoria do ministro Joaquim Barbosa, do cantor Sérgio Reis, da jornalista Miriam Leitão e assim por diante. Os incautos compartilhavam a mensagem sem se preocuparem, pensando que estariam prestando um bom serviço. Outros, apenas se satisfizeram em “queimar” a imagem da pessoa que era o foco da mensagem. Mal sabiam todas essas pessoas que estavam, sim, prestando um desserviço à sua cidade, ao seu estado, à nação, repassando inverdades como se verdades fossem.

Poucas pessoas se preocupam em verificar a veracidade da informação antes de compartilhá-la. A Polícia Federal tem um canal para o qual pode ser denunciado o recebimento de mensagens caluniosas, denegrindo a imagem de outra pessoa.

A maldade existe, sim, mas é porque pessoas plantam maldade e, depois reclamam que seu destino é a cadeia.

O Projeto de Lei 6812/2017 prevê detenção de dois a oito meses, além do pagamento de multa, para quem divulgar ou compartilhar notícia falsa ou “prejudicialmente incompleta” por meio da Internet. Entre eleitores brasileiros, de diferentes preferências partidárias, pode ocorrer a disseminação de falsas notícias no intuito de prejudicar esse ou aquele candidato, ou esse ou aquele político.

Muita gente já compartilhou inadvertidamente notícias falsas, sem se preocupar com as consequências, sem se preocupar se de fato eram verdadeiras. Há quem tenha consciência de que a notícia seja falsa, mas mesmo assim contribui para a sua propagação, pois conseguirá denegrir a imagem de uma pessoa pública por quem não nutre os maiores amores.

Na Alemanha entrou em vigor uma lei, aprovada em junho do ano passado, que obriga as redes sociais aremoverem conteúdos impróprios, como discurso de ódio e notícias falsas, de suas plataformas em até 24 horas após terem sido legalmente notificadas. As empresas que não cumprirem as novas normas poderão ser multadas em até € 50 milhões.

Aqui não vai demorar! Ou vai? Todos os legisladores tem ‘telhado de vidro’. Todos estão sujeitos a serem vítimas de notícias falsas, o que poderá interferir em sua reeleição. Portanto, aprovar o PL 6812/2017 é importantíssimo para que já durante a campanha eleitoral ocorram prisões de boateiros e repassadores como avalistas de boateiros. Lixo, que cada um cuide do seu; não precisa propagar!

Antes de compartilhar uma notícia de impacto, confira se não é um ‘fake’ para prejudicar alguém!

Edvino Borkenhagen

Coluna Mensageiro – Registro 0123526, 18/08/2003, Títulos e Documentos
ANO XX, Mensagem 1.021

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BORKENHAGEN 34 ANOS ACONSELHANDO E ESTIMULANDO A PRUDÊNCIA!

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