Dia do Trabalho ou Dia do Descanso?

Coluna Mensageiro
Para muitos é Dia da Ilusão!
Como assim?
Ora, há empregadores que dentre seus empregados têm os que não constroem, não ajudam para que toda a equipe trabalhe no padrão e, se iludem que promovendo uma churrascada, ou outro evento no dia 1º de Maio, terão empregados mais dedicados, mais afim de ‘rezarem pela mesma cartilha’ que os demais que, de fato, escolheram ser parte do  empreendimento que lhes propicia o emprego.
Por outro lado há também os empregados que não se sentem devidamente valorizados, considerando as habilidades que acreditam estarem colocando à disposição do empregador, gerando sempre mais qualidade, os quais, ao desfrutarem de uma comemoração para, talvez, até trazer familiares, se iludem pensando que seu empregador os quer bem, os valoriza, reconhece que são importantes para o empreendimento.

É muito tênue a linha entre eficiência e eficácia, assim como é muito pequena a diferença entre remédio e veneno.
Ops! Não é bem assim!
Não?
Tu podes te dedicar, e muito, no trabalho, mas não produzir adequadamente, pois ficas dando voltas no mesmo assunto, fazendo tuas tarefas sem esmero, pensando que, “depois alguém vai conferir” e, se necessário, “eu refaço!”.
Imagina um cliente com seu carro na oficina, antes de uma viagem. Quer que seja feita uma revisão nos principais itens e principalmente num que lhe parece não estar funcionando bem. O dono delega para ti, pois te mostras merecedor da vaga, merecedor da confiança, tens demonstrado em outros serviços que já aprendeste bem o ofício. O cliente acredita que tu farás um serviço de acordo com o padrão do dono da oficina. Ele empreende a viagem com a família e: "Lei de Murphy"! – O carro dá problema na estrada!
Quem será responsabilizado? O dono da oficina ou tu? Se fizeste a revisão no pensamento de que: "alguém vai conferir depois", que segurança dás ao dono da oficina, ou que segurança terá o cliente que não tenha o carro revisado pelo dono da oficina, antes de tê-lo liberado para viagem? Pois é, o serviço terá que ser refeito!

Quanto vale a tua hora de trabalho ou de prestação de serviço?
Quanto vale a hora de quem vai avaliar, conferir, apontar melhorias, apontar falhas, solicitar o refazimento parcial do serviço?
Agora, quanto perde teu empregador por todo serviço que tu fazes displicente, apático, sem entusiasmo ou com descaso, no caso em que tenhas que refazer algum serviço, alguma tarefa?

Agora vejamos o outro lado da moeda:
O empregador não faz uma seleção adequada na hora da admissão e se deixa iludir com o currículo;
O empregador não acompanha o progresso do auxiliar a quem entrega tarefas a realizar; ou
O empregador não confere, não testa, não avalia a qualidade do serviço do empregado.
Daí não tem escapatória! A possibilidade de erro é grande; a possibilidade de frustração de clientes é grande.
Importa investir no aprendizado, na melhora do conhecimento dos integrantes da equipe, para produzir serviços de qualidade!

Há muita ‘babação’ e pouca ação relacionada ao Dia do Trabalho, que atualmente muitos já gostam mais de chamar de Dia do Trabalhador.

No Brasil o Dia do Trabalho foi instituído no tempo de Getúlio Vargas. Sério? A data passou a ser comemorada e observada oficialmente em 26 de setembro de 1924, após o decreto nº 4.859 do então presidente Arthur da Silva Bernardes. Neste decreto, Arthur Bernardes estabeleceu a data como feriado nacional, que deveria ser destinado à comemoração dos mártires do trabalho e confraternização das classes operárias.
Percebeste a origem da data? Mártires, classe operária, data de protestos era o foco da data.
Nas décadas de 1930 e 1940 o presidente Getúlio Varagas, a utilizou para mostrar avanços e benefícios trabalhistas, deixando de ser uma data de protestos.

E hoje, o que vem a ser um trabalhador?
– Um operário das indústrias tipo das da época em que os operários tiveram que sair às ruas para reivindicar melhorias?
– Um desenvolvedor de software que possibilite automatizar atividades que antes pouco utilizavam o intelecto do ser humano?
– Um burocrata, pessoa que desenvolve atividades administrativas seja em lojas, em escritórios, em órgãos públicos, de gerência, de administração?
– Um profissional da área da saúde, da área de segurança, da área de combate a incêndios, ou outro serviço chamado “essencial”?

Trabalhador é só o empregado?

Pois é, aí entra uma pimentinha: Há muitos empregadores hábeis em explorar. Sempre houve e haverá quem não tenha valorizado quem integre sua equipe, como sempre haverá o empregado que ‘morcega’ em serviço, querendo fazer os outros acreditar que trabalha bastante, mas produz pouco.
A todo o que engana o outro a Palavra de Deus é dura!

Edvino Borkenhagen

Coluna Mensageiro – Registro 0123526, 18/08/2003 – Títulos e Documentos
Publicada em 03/05/2019 no jornal Gazeta Diário – Ano XXI – Mensagem 1.084

BORKENHAGEN 36 ANOS  PROPICIANDO CONHECIMENTO À SUA EQUIPE!

 

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