Engenheiros querem enforcar o Charrua?

Coluna Mensageiro
– Bueno, o que é uma “charrua”? É um aparato de tração animal ou mecânica cuja peça essencial (relha) tem a função de rasgar o solo com o fim de revolver e afofar a leiva. Leiva? É a parte mais superficial da terra. Já deves ter ouvido falar em comprar umas leivas de grama para o jardim – uma camada superficial que é tirada de sobre a terra, aplicada em outro terreno.

Uma charrua é diferente de um arado, o qual é mais largo e sulca mais profundamente, podendo meramente afofar a terra ou revolver/tombar uma camada de terra sobre a que está a seu lado, para novo plantio.
Tanto ela quanto ele podem ser puxados por animais ou máquinas.
Dito isso, vamos aos engenheiros de trânsito/tráfego.

Engenheiro é um profissional que faz o planejamento da construção e da manutenção da infraestrutura viária e de terminais rodoviários, ferroviários, portuários e aeroportuários.
Planeja e coordena serviços e sistemas de transporte e elabora projetos de engenharia de tráfego, monitorando o fluxo de veículos nas vias.

Mas pra chegarmos ao assunto, do título, temos ainda que saber o que é um CTG.
A definição encontrada na Wikipédia é: Centros de Tradições Gaúchas são sociedades civis sem fins lucrativos, que buscam divulgar as tradições e o folclore da cultura gaúcha tal como foi codificada e registrada por folcloristas reconhecidos pelo movimento.

Tá, mas e o nosso CTG Charrua, é só um lugar para a gauchada se encontrar e vivenciar sua cultura?
Uma FARTAL, um Desfile no Dia do Município, um Show de cantor ou de banda de boa projeção tem ocorrido ali também, não é?!
Sim, e por ter o Charrua uma estrutura pra acolher eventos oficiais e culturais, boa localização e fácil acesso, se torna atrativo para a realizacão de eventos.

Mas e quando engenheiros de tráfego sabem pensar uma rodovia, mas desconhecem as necessidades dos usuários dessa rodovia?
Ou quando governantes, sem se preocuparem com a população, ou sem ouvi-la, encomendam de engenheiros uma obra viária, no que pode resultar? Em desconforto!

Enquanto não ficar definido, de vez, o fechamento total ou parcial do trevo do Charrua, imaginemos a realização de uma FARTAL.
Quem vier do Paraguai, ou da área Oeste da Cidade, precisa passar por baixo do viaduto da JK, alcançar a Av Araucária, da Vila A, seguir por ela até à Av.Garibaldi e entrar no CTG pelos fundos, ou seguir até o portão principal, de entrada. Ou: na Av JK, antes do viaduto, dobrar à direita, seguir pela marginal até o Atacadão, acessar a BR 277, seguir até o viaduto (da Costa e Silva) e, contornar pela direita e por baixo até a marginal para alcançar a pista da BR (sentido Santa Terezinha – Ciudad del Este) e, na altura do atual trevo, sair pra marginal até chegar ao portão de entrada.

Desagregação? Não! Foz – cidade grande!

Se não ficou claro, alguém pode desenhar os mapas e os poderemos disponibilizar.

Agora quem vier da parte nordeste da Vila A, ou do Lancaster ou do Curitibano, pra ir à Rodoviária, não podendo cruzar a BR 277, pelo trevo, teria que seguir pela BR até alcançar o viaduto da Paraná; contornar pela direita; retornar no IFPR; seguir pela Av Paraná até a Av José Maria de Brito, pra alcançar os fundos da Rodoviária.

Quem gostou, bata palmas!

Edvino Borkenhagen

Coluna Mensageiro – Registro 0123526, 18/08/2003 – Títulos e Documentos
Publicada em 20/12/2019 no jornal Gazeta Diário – Ano XXII – Mensagem 1.117

BORKENHAGEN 36 ANOS  VALORIZANDO PROFISSIONAIS E CIDADÃOS!

 

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