Quer um conselho? Não trabalhe!

Coluna Mensageiro
– Por que trabalhar, ou por que não trabalhar?
Na criação do mundo consta que a obra foi realizada, por Deus, em 6 dias e que ele descansou no dia seguinte.
Foi algo necessário, foi algo útil, foi algo intencional?
Se pesquisarmos, veremos que o trabalho é a essência do ser humano que o realiza com consciência.
Então Deus descansou consciente de que toda a obra foi útil?
Lê-se que a cada fim de dia Deus avaliava o que havia realizado e constatava “que tudo era muito bom!”.

Há muitos ditados acerca do trabalho.
Trazemos esse de Richard Bach: “Quanto mais eu quero que algo seja feito, menor é a chance de eu chamar aquilo de trabalho!”.
Outro é de Johnny Carson: “Nunca continue em um trabalho que você não gosta. Se você está satisfeito com o que faz, você estará satisfeito consigo mesmo e terá paz interior. E com isso, terá mais sucesso do que jamais poderia ter imaginado!”.
Há muita gente que vê tudo o que faz como trabalho, muitas vezes mais se preocupando com quantidade realizada do que com qualidade entregue.
Agora, sim, nos convém trazer pra ti leitor, pra ti leitora, o que Confúcio deixou registrado para nossa apreciação:
Escolha um trabalho que você ama e você nunca terá que trabalhar um dia sequer na vida!”.

Então que tal, se a cada dia ao acordarmos, nos dispusermos a não ir trabalhar, mas ir prestar serviço?!
Que diferença faz?
Trabalho gera salário, mas cansa; serviço, gera renda e traz realização!

Resgatar sobreviventes de um naufrágio, para mergulhadores é trabalho ou prestação de serviço?
Eles são obrigados a realizar aquela tarefa de resgate, ou eles escolheram tal atividade como forma de realização?!

Resgatar alguém de entre as ferragens de um carro amassado em decorrência de acidente de trânsito, para os bombeiros, é trabalho, ou é prestação de serviço?
Eles optaram pela profissão sabendo que em alguma circunstância a pessoa a ser resgatada não sobreviveria ao impacto, vindo a falecer antes de completada a obra de liberação das ferragens?
Podes imaginar a frustração de um bombeiro que não consegue resgatar uma vida?!

Preparar corpos para o sepultamento é trabalho ou é realização para as pessoas que prestam o serviço de bem apresentar o esquife para o velório?
Certamente essa gente faz isso com total dedicação e não por obrigação.
A propósito: Já ouviste anúncio de Trabalho Funeral? Ou a divulgação é de Serviço Funeral?

A cada manhã devemos nos analisar: Se os olhos brilharem de saudade, de vontade de ir ao encontro dos demais, para prestar novo serviço, convém ir, mas se vemos aquele endereço como um lugar onde vamos trabalhar, é melhor não ir!

Temos que saber diferençar “prestar serviço” de “trabalhar”.
Daí sim poderemos nos realizar na obra que fazemos e, a cada fim de dia, exclamar como Deus: “tudo está muito bom!”.

Quando foi instituído o Dia do Trabalho, a relação entre empregador e empregado não era avançada como hoje.
Um pedreiro autônomo, um MEI, pode comemorar o Dia do Trabalho?
Claro, pois tudo o que faz visa beneficiar pessoas e, ao final, também ter um resultado que lhe dê realização.
Então sem essa de Dia do Trabalhador, pois mesmo que o teu serviço seja visto como trabalho, o do teu superior e o do superior dele também o são.
Celebra, o que tu fazes!

Edvino Borkenhagen

Coluna Mensageiro – Registro 0123526, 18/08/2003 – Títulos e Documentos
Publicada em 01/05/2020 no jornal GDia – Ano XXII – Mensagem 1.136

BORKENHAGEN 37 ANOS  VALORIZANDO QUEM ATUA COM DIGNIDADE!

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