Devemos celebrar o Natal em 2020?

Coluna Mensageiro
– Entre poder e dever há certa diferença no tocante a um direito, não é?!
Com relação ao Natal cristão, temos que considerar que objetar contra a celebração é como dizer que José, Maria e o Menino Jesus não teriam o direito de receber a visita dos 3 sábios (reis ou magos) mencionados na Bíblia.

Nas 3 religiões abraâmicas Judaísmo, Islamismo e Cristianismo, Jesus pode ser visto sob óticas diferentes, mas não é contestado seu nascimento, pelo o que, para os fieis destas religiões o Natal, ainda que com diferenças, faz sentido e as famílias querem, sim, ter o direito a se reunirem no Natal.

Nos parece que isso se sobrepõe ao entendimento de autoridades que eventualmente queiram ter uma visão contrária.
O ser humano merece ser orientado quanto a cuidados relativos à higiene, à saude individual e coletiva.
Se fazer greve de fome, por mais extrema que seja a opção, não é contrariada por autoridades policiais ou judiciárias, como poderia alguém ter tolhido o direito a se reunir em família?

Reuniões públicas, eventos festivos, obedecidos os protocolos de higienização e distanciamento, em que ofereceriam perigo à saúde coletiva?
O cidadão, devidamente orientado, se não respeitou as regras do convívio em segurança com a coletividade pode, então, ser advertido ou, em caso reincidente, penalizado, mas jamais por medidas coercitivas que não estejam em sintonia com a expectativa coletiva.

Não temos a menor intenção em contrariar dados estatísticos sobre número de contaminados e de mortes decorrentes do coronavírus, mas temos que considerar que, se compararmos o número de mortes em anos anteriores, sem pandemia, com os números de 2020, teremos surpresas, com certeza!

Também não é pelo fato de pessoas se reunirem em igrejas, mesquitas, sinagogas ou outros templos, que ficarão isentas da contaminação por esse ou aquele vírus.
Tomando os devidos cuidados para não se contaminar e para não contaminar outras pessoas, a liberdade com responsabilidade é que deve ser incentivada e praticada.

Cristo não nasceu no Natal, mas a humanidade definiu uma data para relembrar o grande acontecimento, seu significado e o rico simbolismo de tudo que o cerca, nos escritos e ensinamentos, o real significado do Natal.
Por isso mesmo, em meio a lutas e lutos, em meio a tratamentos precoces  e proibições de tratamento por motivos secundários ou por falta de escrúpulos, o Natal pode e deve ser celebrado.

O ser humano precisa ficar fortalecido em suas convicções, em seus relacionamentos e no amor ao próximo, o que exatamente vem sendo, discretamente em alguns lugares, e agressivamente em outros, combatido para que não vejamos o outro como amigo, mas um concorrente ao lugar que poderosos querem definir quem possa continuar a ocupar.

O Natal representa o amor de Deus para com a humanidade, não importa se você é cristão/ã ou não.
Também não importa se você é praticante na religião que você segue, ou não, porque Deus, por enquanto ainda não mudou o seu plano de salvação da humanidade.
Por isso, há motivos, sim de celebrar o Natal.

Que não se pregue desobediência às leis, mas que se reúna argumentos, e que se dialogue com as autoridades para que não deixem endurecer seus corações, que é o que o Diabo almeja!

Todos só temos ”uma” vida, então façamos tudo com higiene e distanciamento seguro!

Edvino Borkenhagen

Coluna Mensageiro – Registro 0123526, 18/08/2003 – Títulos e Documentos
Publicada em 18/12/2020 – Ano XXIII – Mensagem 1.169
Leitura crítica antes de publicar, por: Rafael Rocha dos Santos

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