João Batista foi ‘marketeiro’?

Coluna Mensageiro
– Marketeiro? Marketing?
A arte de dizer ao público-alvo aquilo que se quer convencê-lo de que ele precisa aceitar. É isso?
O dicionário diz: estratégia empresarial de otimização de lucros por meio da adequação da produção e oferta de mercadorias ou serviços às necessidades e preferências dos consumidores, recorrendo a pesquisas de mercado, design, campanhas publicitárias, atendimentos pós-venda etc. Hein?!
Em termos práticos é oferecer aquilo que descobrimos que o público manifesta expectativa de poder ter.
Como o público se manifesta?
Ah, nas publicações em redes sociais e nas costumeiras pesquisas na Internet deixamos o rastro de nosso perfil.

O personagem bíblico João Batista teve a missão de anunciar não um produto, mas um meio de a humanidade poder alcançar a bem-aventurança, pois estava condenada, rejeitada, desaprovada por Deus, em decorrência da desobediência do casal que Deus criara para povoar a Terra.

No decorrer de muitos e muitos anos, de muitos e muitos sofrimentos, de muitos e muitos castigos, de muitas e muitas promessas de voltar a obedecer a Deus, o povo relatado na Bíblia, como o povo escolhido de Deus, viveu a promessa de que Deus enviaria um meio para que o povo fosse perdoado de seu afastamento de Deus e um meio para viver nova vida, seguindo os ensinamentos da “palavra que se fez carne”.
É complicado entender? Deixa assim mesmo.
Deus (Pai) enviaria Deus (Filho), para, por obra de Deus (Espírito Santo) ser concebido por mulher sem ato sexual humano, e ser gerado no ventre de uma mulher escolhida e, para, depois, viver sua infância com outras crianças, mas com essência divina no corpo de formato humano.
Complicou mais ainda? Deixa assim por enquanto.

O povo (escolhido) foi nômade por muito tempo, até se fixar e formar cidades.
Você nos dias recentes deve ter ouvido nomes como Belém e Nazaré, só para situar o nosso personagem.

Pois é, João, filho de Izabel e Zacarias, por conjunção carnal, nasceu meio ano antes de Jesus, filho de Maria e José, sem conjunção carnal.
Esse João recebeu a incumbência por Deus, para pregar, alertar, chamar a atenção do povo (que vivia em pecado) para que se preparasse para receber a Jesus, com a promessa de salvação.
Os sacrifícios que o povo oferecia a Deus pelo perdão dos pecados, não mais seriam necessários depois que esse Jesus fosse sacrificado em favor daquela gente.
Esse sacrifício, por simbologia, vale a toda gente que nasceu depois, creu, e crê, que a obra de Deus (Pai) em Jesus (Deus Filho) é o único meio de herdar a vida eterna e ficar livre da condenação eterna resultante do pecado hereditário do casal inicial, Adão e Eva.

Era isso que o povo procurava?
Era isso que as pesquisas de Deus apontavam?
Era isso que o povo deixava de rastro nas redes sociais da época?
Nada disso!
Deus, por sua conta, e onipotência, traçou o plano e o colocou em prática.

João, o Batista, porque foi quem batizou Jesus, quando o apresentou para o povo, teve que fazer o papel de ‘marketeiro’, para ‘vender’ ao povo a ‘solução’ preparada por Deus.
Há muitos registros bíblicos que apresentam a vida sofrida desse persuasivo, e abnegado, ‘marketeiro’.

Ainda hoje tem gente que não sabia disso!

Edvino Borkenhagen

Coluna Mensageiro – Registro 0123526, 18/08/2003 – Títulos e Documentos
Publicada em 08/01/2021 – Ano XXIII – Mensagem 1.172
Leitura crítica antes de publicar, por: Wanderlei Godinho

BORKENHAGEN 37 ANOS  SIMPLIFICANDO O COMPLICADO!

 

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