És luz ou escuridão a outras pessoas?

Coluna Mensageiro
– Tem gente que gosta de aparecer;
– Tem gente que gosta de se mostrar;
– Tem gente que gosta de ser notada, ainda que não faça parte da conversa, ou do cenário.
Quem já não teria observado numa reportagem, na TV, quando alguém é entrevistado e, aparece alguém indo de um lado pro outro e voltando, como que “filmem eu aqui, oh!”?!
Assim temos as que não tem brilho, mas querem aparecer, como também as que brilham e que devem aparecer, que não devem esconder ou camuflar seu brilho, para indicar o caminho a outros.

No Evangelho de Lucas há uma passagem em que é relatado que Jesus teria dito que ninguém acende uma lamparina para deixá-la escondida, mas a coloca no lugar próprio para que ilumine o ambiente todo, para que os que entrarem na casa possam enxergar tudo bem.

No devocionário Castelo Forte, de orientação luterana, o autor de uma reflexão escreveu que é comum pessoas terem gosto pelo brilho próprio.
Havia gente influente, mestres da Lei, no tempo de Jesus, que em vez de brilharem refletindo as bênçãos de Deus, queriam fazer aparecer sua própria piedade, não mostrando fé em Jesus.
O autor registra que todo o ser que não tem fé em Jesus, permanece na escuridão; não agrada a Deus, por maior que seja sua religiosidade.

Claro, os cristãos acreditam que não podem ficar no anonimato; que devem brilhar, cumprindo o chamado de filhos de Deus,
– no ambiente familiar,
– no ambiente de trabalho,
– e em qualquer ambiente, dando testemunho de quem é Jesus, e tendo atitudes que condigam com a vontade de quem lhes deu a luz: Deus.

Idêntico à abordagem acima, em reflexão seguindo orientação espírita, é trazida uma pequena história sob o título “Lamparinas”. Conta que uma lamparina se gabava de ter brilho superior ao do sol.
Ingênua, teve sua luz apagada por uma rajada de vento.
Ela novamente foi acesa, mas recebeu uma advertência: “Cumpra o seu papel, e fique calada, pois quem, de fato, brilha não conhece a escuridão!

Não devemos ser orgulhosos por sermos cristãos, pois nada nos pertence, efetivamente.
De forma surpeendente a fortuna se vai, a saúde fica comprometida e os amigos desaparecem.
Querer gabar-se de qualidade que não se tem, de vitórias não conquistadas e falar do que sabemos e fazemos não nos torna melhores que outros.

Um professor disse certa vez, há diversos anos: “Não dize o que sabes fazer; demonstra-o!
Com humildade podemos nos conhecer melhor, saber de nossas limitações, saber o que já somos e o quanto ainda temos a caminhar.
Se tornará um ‘coitado’ quem for por demais orgulhoso e vaidoso, pois o orgulho deixa a pessoa iludida e ela passa a se considerar de forma equivocada, como pessoa que nunca erra, tudo sabe, e que quer corrigir outros.

Pessoas podem conhecer de geografia, história, ciências, arte e política, e daí?!
Quem vive de orgulho e vaidade também capitalizará lamentação, raiva e revolta, porque se acha merecedor de tudo o que há de melhor no mundo e pensa que reveses e sofrimentos não lhe devem alcançar.
Se, entretanto, cultivarem humildade, terão ideia da sua estatura moral e intelectual.

Ninguém é tão sábio que nada tenha a aprender, nem tão burro que nada tenha a ensinar!
Deus quer que sejamos lamparinas a iluminar o caminho de outras pessoas.
E tu, vives para clarear ou para escurecer o caminho de pessoas inseguras?

Edvino Borkenhagen

Coluna Mensageiro – Registro 0123526, 18/08/2003 – Títulos e Documentos
Publicada em 05/03/2021 – Ano XXIII – Mensagem 1.180
Leitura crítica antes de publicar, por: Claudete Bartz

BORKENHAGEN 37 ANOS  INCENTIVANDO PESSOAS A BRILHAR PRO BEM!

 

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