Se não serve pra ti, passa pra outro!

Coluna Mensageiro
– Aconteceu a brincadeira do Amigo Secreto e tu ganhaste uma peça de roupa que usaste por um tempo, mas como teu corpo ‘dilatou’ e já não mais te serviu, veio a pergunta: O que fazer?
Ora, se não mais serve pra ti, pode servir pra outro.
Passa pra frente; não deixa mofando no guarda-roupa, pois poderás estar dando uma chance para tal peça continuar sendo útil.
Não deixa ela virar trapo, mas cede-a a outro, enquanto puder ser útil.

Nasceu-te uma criança e várias pessoas, do círculo de amizades do casal, vieram fazer a tal ‘Primeira Visita” e nessa ocasião trouxeram uma lembrancinha.
Geralmente trazem roupas, calçados ou mantas.
A criança cresce rápido e também rápido essas roupas não mais servem.
Mas vem cá! Já não foi feito o Chá de Bebê?
Já não foram recebidos presentes naquela ocasião? Sim, mas é costume que na ‘Primeira Visita’ não se deve ir sem levar um presentinho e, então, veio material em volume demasiado. O que fazer? A pergunta volta!
Ah, sem desprezar esse ou aquele presente, escolhe o que mais se identifica com a criança, e repassa o restante para outro casal que possa precisar.
Não seria ofensa pra quem deu? Claro que não, pois através daquela pessoa tu podes fazer uma boa ação em nome da doadora.
Repito: Repassa enquanto os itens sobejantes puderem ser aproveitados! Não deixa o que não se identifica com teu gosto, ficar na prateleira do guarda-roupa!

Para a mesma pessoa, tudo o que é util hoje, pode não ser útil amanhã.
Assim também todas as pessoas podem ser adequadas, hoje, em um ambiente de trabalho, mas podem não ser adequadas, amanhã, por não satisfazerem a expectativa de sua chefia.
Por isso é recomendável liberar quem não se enquadre, para que alcance espaço em outra estrutura.

Tá, mas ocorreu numa estrutura pública que determinado servidor, após a troca de administração, foi dispensado de cumprir suas tarefas, sem lhe serem dadas outras tarefas, em outra área.
O cidadão foi à Justiça do Trabalho reclamar doença ocupacional e assédio moral.
Segundo comentários, ele simplesmente cumpria expediente, sem que lhe fosse repassado mais nenhuma informação escrita interna, de acordo com testemunhas.
Para a Justiça o entendimento foi de que o servidor sofreu perseguição. Foi imputada pena de indenização de R$ 28.500,00 pelo ócio a que teria sido exposto.
Se, antes, ele atuava bem, ou não, o processo não informa.
Presume-se que o seu superior tinha noção do porquê de não permiti-lo continuar naquele espaço.
Se estivesse capacitado, poderia ser remanejado para outra área.

Esse fato serve de luz para os gestores de empreendimentos de comércio e prestação de serviços, privados.
Quando um empregado não se aprofunda no conhecimento, para bem realizar suas tarefas, ele pode ser incentivado.
Se ele reagir e se tornar um ator com melhor embasamento, maior retorno trará ao investimento nele feito.
Agora, quando ele não cria senso crítico para com os assuntos que deveria dominar, ele diminui a produção, ou apresenta serviços com seguidas falhas, ele pode ser alertado  de que poderá estar à deriva enquanto outros sobem de nível.

Jamais deixe ocioso quem não corresponder com as expectativas do empreendimento, pois poderá alegar que ficou deprimido, que sofreu assédio, que não recebeu a colaboração de colegas, ou de superior.
Demita-o, pague-o, e permita que, sem ferir a amizade, procure outro lugar para laborar, onde talvez se realizará profissionalmente.

Edvino Borkenhagen

Coluna Mensageiro – Registro 0123526, 18/08/2003 – Títulos e Documentos
Publicada em 19/03/2021 – Ano XXIII – Mensagem 1.182
Leitura crítica antes de publicar, por: Alexandre Becker

BORKENHAGEN 37 ANOS  RESPEITANDO AS INDIVIDUALIDADES E OS INDIVÍDUOS!

 

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