Filho magoado, pai sem mágoas!

Quando se aproxima o Dia dos Pais,
– o comércio se anima, para vender mais;
– os religiosos se preparam para apresentar uma mensagem de valorização da figura do PAI; e
– os filhos conversam entre si sobre o que dar de presente pro pai, ou decidem entre si se vale à pena dar um presente, ou ainda deixam a data passar porque não tem mais a figura do PAI, no lar ou em sua vida.
Triste para aqueles, pequenos ou grandes, que não vêem mais motivo para comemorar, celebrar ou relembrar o DIA DOS PAIS!
Mas, com certeza, há pais que deram causa para que filhos os ignorem, ou há filhos que ignoram o pai por falta de conhecer a realidade.

Com o privilégio de alcançar a publicação de um artigo do Momento Espírita, sob o título "Sem mágoas no coração", vamos abordar o assunto com algumas inserções daquela publicação.

Já conhecemos inúmeras histórias de pessoas ranzinzas, infelizes, magoadas, que atropelam quem chegar perto, quem lhes dirigir a palavra, porque tem um motivo forte para ser assim, mas na verdade apegam-se a esse 'motivo' para justificar suas atitudes.
Viajava, de avião, um médico e escritor de sucesso, aparentando estar nervoso, enfezado. A aeromoça lhe sugeriu a leitura do livro "Amor e sobrevivência". Ele ficou envergonhado, justo por ser ele o autor. Acontece que ele escrevia para os outros mas não punha em prática em sua vida.

Depois de ouvir a sugestão, questionou-se: Por que tenho maus sentimentos; por que mesmo sendo famoso, sou mal humorado?
Ah, a resposta lhe apareceu num estalo: Era infeliz porque odiava seu pai, que não fora carinhoso com ele, nunca lhe dera um abraço, e nunca o beijara.

Tomou a decisão de acabar com essa situação. Telefonou ao pai que na semana seguinte iria visitá-lo. Forneceu-lhe o número do vôo, a data e a hora da chegada. Quando chegou à cidade, não encontrou o pai no aeroporto. De táxi foi à casa do pai. O pai estava sentado na sala e não se levantou. Isso aumentou a sua raiva, chegando a dizer: "Viajei dois mil quilômetros pra falar contigo!"
O pai só respondeu: "Deve ser um motivo muito forte porque nunca me visitaste!". O filho, destilando veneno, disse: "Vim aqui para te dizer umas verdades. Tenho muita mágoa de ti, pai, porque nunca cuidaste de mim com ternura. Mesmo que eu tenha de tudo, sou infeliz por tua culpa!"  O pai perguntou: "Mas por que culpa minha?" "Porque o pai dos outros é carinhoso e tu nunca foste!"

Ah, isso foi a gota d'água para o pai ponderar:
Meu filho, gosto muito de ti e te agradeço que honres o nosso nome. Sou um agricultor, por isso trabalho a terra. Tu és importante, viajas de avião, participas de grandes festas. Eu, no entanto, continuo a trabalhar com a enxada. Dizes que não te abracei. É verdade! Quando tua mãe morreu, tinhas oito anos. Resolvi não me casar com outra mulher, para não te dar uma madrasta.
Tu não sabes o que tem sido viver solitário, por amor a ti.
Trabalhei a terra muito tempo a mais que o tempo de um dia normal, tudo para poder pagar tua faculdade.
Nunca me perguntaste como foi que tive dinheiro.
Renuncei a muitas coisas, ao conforto, para que meu filho fosse médico.
Te tornaste famoso, mas nunca te lembraste de mim, velho e doente.
Como te atreves a vir na minha casa dizer que não gostas de mim porque não te abracei, na vida?
Por que tu, como criança, não me abraçaste? Porque não me beijaste?

O filho, médico, deu-se conta que aquele velho pai era o seu herói; morava num lugar pobre, ainda continuava a trabalhar, sem reclamar do filho ingrato. Abraçou o pai e lhe pediu perdão.
Nunca te perdoarei!, foi a resposta do pai.
E por que não?
Porque nunca tive mágoa de ti!
Como pai sempre te amei. Sei da tua inteligência, mas também sei da tua inexperiência da vida.
A experiência se adquire pelo sofrimento e pelo trabalho! A tua casa continua aqui, filho, e o teu pai continua sendo o mesmo.

Daí o artigo traz uma constatação e decisão do filho médico: "Naquele dia me libertei do orgulho e do egoísmo. Agora, tudo que ensino aos outros, eu pratico, porque encontrei a razão da minha vida".

Pois é, muitas vezes carregamos mágoas tolas, deixando amargurar nossa vida.
Procura ter um diálogo franco, aberto, para que tenhas bons relacionamentos!

Crédito das imagens:Freepik e R7

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