Quem foi que descobriu o Brasil?

Coluna Mensageiro
– Consta que em determinada aula os alunos não estavam prestando atenção adequada.
A professora solta uma pergunta de sopetão: Joãozinho, quem descobriu o Brasil?
Assim como a pergunta da professora foi repentina, também a resposta do aluno foi repentina: Eu não, fessôra!
O receio de assumir qualquer culpa, o hábito de transferir a culpa para alguém é nato, no ser humano.

Das Mensagens de Esperança, da Hora Luterana, foi extraído o seguinte entendimento: Transferindo a culpa – Com certeza, todos temos alguma lembrança de termos transferido a culpa para outro irmão, ou colega, na infância.
O autor, da reflexão, traz à baila a resposta de Adão jogando a culpa para Eva e esta para a cobra, no episódio trazido pela Bíblia como: Como tentar se livrar da culpa.
Diferente disso, diz o autor, a transferência de culpa sobre pecados, da humanidade dos tempos de Jesus, para o próprio Jesus, que não tinha pecado, permitiu que aquele povo tivesse seus pecados perdoados, desde que aceitasse a obra de  Deus, em Jesus.
Por ato reflexo, nós também, se crermos que a obra foi válida, poderemos receber o perdão de nossos pecados, quando confessados, em submissão, a Deus.

Mas e daí?! Quem fez e quem deixou de fazer?
É comum, para quem trabalha com Contabilidade, dar-se conta de que determinado cliente, o qual enviou a documentação para contabilização, emitiu poucas notas fiscais, durante o mês, ou seja: tem valor de receita aquém do valor dos investimentos e dos gastos, do período.
Ora, ora!
Comprou mercadorias, pagou duplicatas, efetuou depósitos em bancos e tem ainda outras evidências de aplicação de recursos.
Ao ser contatado por alguém da Contabilidade, solicitando que esclareça o ocorrido, tem aquele que opta por: Lança aí um empréstimo meu para a empresa, ou outro que diz ter recebido adiantamento de clientes, e se compromete a corrigir a anomalia, no mês seguinte. Podemos dizer que o empreendedor transferiu a culpa? Se transferiu, foi para o mês seguinte, ou para si próprio, pois na maioria das vezes o poder financeiro do empreendedor não suporta fazer empréstimos para a empresa. Se um dia esse contribuinte for questionado numa malha fiscal: Como o senhor explica esse volume de empréstimos e de adiantamentos?
É capaz de dizer: Eu nem sei, pois é a Contabilidade que registra tudo o que eu envio pra lá!
O senhor sonegou a emissão de documentos fiscais? Eu não, senhor auditor!
É muito fácil tentar jogar, transferir a culpa para o profissional da Contabilidade.

No dia do Aniversário de Descobrimento do Brasil, fica bem interessante recordarmos dos volumosos desvios de recursos que uma determinada operação policial descobriu em estatais e com envolvimento de grandes construtoras.
Sempre aquele(s) que arquitetou(aram) o desvio se dizia inocente, mentia, não assumia o crime.

Tal qual o Joãozinho de pronto respondeu para a professora Eu não, fessôra!, assim também quando alguém comete uma irregularidade no trânsito, quer se livrar do castigo; quem faz um conserto meia-boca, não quer assumir a falha; quem deixa seu melhor amigo perder a confiança nele, quer reconquistá-lo; quem comete uma malcriação, não quer que a mãe descubra, e assim por diante.

O Brasil que queremos, depende de nós!

Edvino Borkenhagen

Coluna Mensageiro – Registro 0123526, 18/08/2003 – Títulos e Documentos
Publicada em 22/04/2022 – Ano XXIV – Mensagem 1.239
Leitura crítica antes de publicar, por: Luiz Carlos Barrio

BORKENHAGEN 39 ANOS  INCENTIVANDO A PAZ TRIBUTÁRIA, A PAZ FISCAL!

 

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