Abandonado ou desprezado, é ruim?

Coluna Mensageiro
– Contou um cidadão que há alguns anos participara do pleito municipal a uma vaga para vereador, num município próximo, e que ele atuava, e ainda atua, como líder comunitário, morador dum certo distrito.
Diversas conquistas ele conseguiu para a localidade, através de contato com deputado com o qual ele mantinha relativa proximidade.

Ocorreu a eleição, contados foram os votos e, grande foi a surpresa dele ao observar que, na seção instalada naquele distrito, sua votação foi inexpressiva. Teria sido desprezado seu trabalho pelo povo daquele distrito?
Ah, sim, alguns eleitores vieram ter com ele, depois da eleição, comentando que apareceu, no distrito, um cidadão, em nome de outro candidato e distribuiu um envelopinho contendo um cédula de dinheiro.
Como a maioria do povo do distrito é pobre, acabaram aceitando o envelope e votaram no outro candidato.

Qual terá sido a sensação de nosso protagonista (não eleito)?
Sentimento de abandono ou de desprezo?
Sim, haviam alertado ele que, pra ganhar a eleição, teria que ‘molhar a mão dos eleitores’.
A isso ele teria respondido: Se meu trabalho, minha dedicação, por essa comunidade, não for reconhecida e eu não for eleito, prefiro não ser eleito! Como ficaria a minha moral se eu, depois de tantos anos morando ali no meio deles, agora fosse oferecer dinheiro em troca de votos? Jamais!

Pois bem, passaram-se os 4 anos do mandato daqueles eleitos.
O povo da localidade aprendeu no que resulta ‘vender o voto
A localidade ficou no abandono e, na eleição seguinte, sim, votaram no candidato da localidade e ele foi eleito. Agora desfrutam uma outra realidade.

Esse fato pode nos ajudar a apreciar como aumenta a sociedade adoecida pelo uso de drogas e por aceitar propostas tentadoras, de enriquecimento rápido.
Quanta gente vive embaixo de pontes e viadutos, ou vive em casas de acolhimento!
Alguém, num artigo religioso, perguntou se estamos perdendo a capacidade e a sensibilidade de nos importarmos com os menos favorecidos.
Políticas públicas podem resolver isso; Deus pode resolver isso; a medicina pode resolver isso!
Principalmente nas periferias, famílias despejam filhos na sociedade, como se a sociedade tivesse a responsabilidade de cuidar dessas crianças.
Sem condições financeiras, mas a cada pouco aparece alguém grávida sem planejamento.

Falta política pública de ensinamento, de alerta a doenças, de esclarecimentos sobre problemas com drogas e assim por diante.
Não queiram culpar, por essa situação, as pessoas que trabalham, que suam, que se dedicam através da igreja, que proclamam a Palavra de Deus, que propiciam emprego!
Quem corrompe menores, jovens e adultos para o crime, para a bebida, para as drogas, são adultos insanos que só pensam no dinheiro e isso não é culpa das pessoas de bem.

Quando ocorrem invasões, quando é detectado aumento de famílias sem um teto digno, talvez seja porque empregadores não dão trabalho a quem não tenha experiência, talvez seja porque aquele que não tenha experiência, não busque conhecimento numa área em que poderia atuar.
Cursos gratuitos há!
É muito fácil jogar a culpa na sociedade e se considerar um abandonado!

Não importa o que fazes, mas como o fazes!

Edvino Borkenhagen
Figura – Crédito Clube Indaia

Coluna Mensageiro – Registro 0123526, 18/08/2003 – Títulos e Documentos
Publicada em 29/04/2022 – Ano XXIV – Mensagem 1.240
Leitura crítica antes de publicar, por: Valdeci Luiz Lepinski

BORKENHAGEN 39 ANOS  PROMOVENDO O TRABALHO, COM DIGNIDADE!

 

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