Viver atropelando ou atropelado?

Coluna Mensageiro
– Pelo menos em filme a maioria das pessoas jovens e adultas já viram a condução de uma boiada.
Tudo corre bem enquanto a boiada é bem conduzida.
Digamos que um estouro de dinamite para cavar um poço promova uma explosão forte.
É quase certo que o gado vai correr sem obedecer a orientação, a chamada dos boiadeiros com seus berrantes.
Haverá uma confusão, um tumulto, e grupos menores poderão ficar juntos, ainda que de forma desornada,para o que dizemos que o gado foi atropelado, pois não seguiu o líder.

Quem segue o Judaísmo, o Islamismo e o Cristianismo tem acesso aos escritos que relatam como o povo libertado da escravidão no Egito era conduzido primeiro por Moisés, e depois por Josué
Moisés chegou até o Rio Jordão e ali estava cumprida a sua missão.
Deus não lhe deu direito a entrar na terra de Canaã
Coube a Josué conduzir o povo, atropelando, matando e saqueando as cidades por onde passavam, porque não eram o povo escolhido por Deus e que não adoravam a Deus, mas a imagens, as quais eles transformavam em seu próprio deus.

Pois bem, Josué continuou a agir da mesma forma.
Quando chegaram à terra que lhes prometera, foram as areas ‘loteadas’ entre os líderes e seu povo.
Ocorre que depois do falecimento de Josué, o povo deixou de adorar o Deus único, o deus de seus pais, que os tirara do Egito.
Mas por que isso aconteceu?
Há uma máxima que diz: Dize-me com quem andas, e dir-te-ei quem és!.
Diversos líderes não exterminaram os cananeus, com sua crença, mas o mantiveram para trabalhos forçados.

Isso não agradou a Deus, que instituiu juízes para julgarem e também governarem.
Enquanto o povo obedecia os juízes, ia bem, mas quando não obedeciam, andavam atrás de outros deuses, eram afligidos por tais povos.
Falecia um juiz, Deus instituía outro, e outro, e outro, e o povo ora se arrependia, ora se afastava de Deus.

Chegou a um ponto que Deus se encheu desse povo e o largou às traças.
Não eram pra conviver com outros povos, justo pra não se contaminarem na questão da fé.
Conviveram, se deixaram seduzir pelo ensino dos outros, desprezaram o Deus verdadeiro e se complicaram.
Mas Deus não moveu mais uma palha, deixando-os sofrer com essa aproximação.

Ainda hoje vemos, no mundo, certa intolerância religiosa
Em Foz do Iguaçu, podemos dizer que existe uma convivência pacífica de gentes de etnias as mais diversas, que convivem com gentes dos mais variados credos, e nem por isso seria aqui uma Babel.

Se para aquele povo que veio para a Terra Prometida, atropelando e matando outros povos, mas depois convivendo com outras crenças, era difícil, poderia ser ainda mais difícil para quem segue o Deus Verdadeiro viver em meio a gente de outras religiões.
Não há como querer se separar do mundo!
Precisa ter maturidade, precisa ter tolerância, precisa ser solidário, precisa cada um saber que ele pode dar seu testemunho, mas não pode subjugar a outro para que aceite seu credo.
É muito simples conviver pacificamente.
Se cada qual fizer a sua parte, respeitando o outro, poderemos ter um mundo mais solidário.

Em Foz do Iguaçu, o mundo se encontra, com paz!

Edvino Borkenhagen

Coluna Mensageiro – Registro 0123526, 18/08/2003 – Títulos e Documentos
Publicada em 17/06/2022 – Ano XXIV – Mensagem 1.247
Leitura crítica antes de publicar, por: Pelo autor

BORKENHAGEN 39 ANOS  RESPEITANDO O ALVARÁ DE LICENÇA!

 

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