Amor próprio ou Amor ao próximo?

Coluna Mensageiro
– Em novelas, ou filmes podes ter visto a encenação do amor de forma banal, que chegas a te perguntar:
Mas o que é mesmo que meus pais me ensinaram a respeito do amor?
Tenho que me amar, tenho que me aceitar, assim como sou, para poder amar o outro, assim como ele é!

Eu não preciso me gabar de saber determinado assunto melhor do que o outro, porque o outro certamente terá um conhecimento ou uma sensibilidade que eu não tenho. E é ali que entra o respeito!

Se eu sou uma pessoa decente, e o que faço é decente, tenho que me amar, para poder amar o que faço. Diz um ditado: “Quem gosta do que faz, faz melhor!” e tem outro que diz: “Não importa o que tu fazes, mas como o fazes!” Claro que aqui estaremos pensando em ocupações lícitas!

Ter amor próprio é o sentimento de apreço para consigo mesmo, aceitando qualidades, defeitos, conquistas, fracassos, escolhas e experiências de vida.
Quem tem amor próprio, sabe que é imperfeito, que pode melhorar, e que tem de se cuidar para que o orgulho não interfira, a exemplo do narcisista que tem a sensibilidade de superioridade perante os demais e, por isso, precisa ser admirado.

Ter amor próprio é fazer planos, e se colocar em primeiro lugar. Deixar de realizar um plano só porque poderia não satisfazer a outro, bem próximo, é um caminho fácil à depressão, ao esgotamento ou à ansiedade maléfica.
Não precisa pisar nos outros só porque está agindo para defender o amor próprio, pois poderá perder a empatia pelos outros.
Ceder para haver harmonia, sim, mas ceder talvez até para atender caprichos do outro, é caminho para o desentendimento. Cuidado!

Isso te leva a pensar no amor ao próximo. Pois é, o segundo mandamento que Jesus deu, que também é o resumo da Segunda Tábua dos 10 Mandamentos é: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo!”.
Pessoa mesquinha, narcisista, egoísta ou fracassada, sempre procurará atribuir a outro algum assunto que não conseguiu resolver sozinho, ainda mais, por tratar-se de um assunto íntimo seu.

Se te colocas em primeiro lugar, entendes os teus limites, perdoas as tuas falhas, tens um propósito de vida apegado ao bem, e te aceitas assim como és, é meio caminho andado para seres feliz e fazeres feliz outra(s) pessoa(s) do teu círculo familiar, da parentela, da atividade profissional, ou da família da fé.

No seio da família, entre os cônjuges, pode haver um sentimento de necessidade de afirmação, quando um, com frequência, coloca empecilhos para que o plano de outro não dê certo, mas faz de tudo para que os seus planos dêem certo.
Assim também num empreendimento, quando um vê que o mais próximo não consegue realizar a tarefa, e ‘dá de ombros’, não se disponibiliza a ajudá-lo para que também consiga realizar com êxito a sua tarefa, isso certamente está longe de se ver, ali, a prática do amor ao próximo. Não te compara com os outros, pois és pessoa única!

Exercita a Terapia do Espelho:
Ao levantar-te, pela manhã, faz tua higiene, e só daí vai olhar-te no espelho, com o sentimento de ‘Eu me amo.
Aguarda ele sorrir. Se o espelho não sorrir, encara-o!
Pergunta-lhe: O que te impede sorrir, hoje?
Mesmo que haja alguma dor, faze-o sorrir, para que a cura venha!
Espera até que ele se entregue, e sorria pra ti!
”.

Quem não ama, ou não sorri, morrerá sisudo!

Edvino Borkenhagen
Figura Cortesia: Pensador

Coluna Mensageiro – Registro 0123526, 18/08/2003 – Títulos e Documentos
Publicada em 29/07/2022 – Ano XXV – Mensagem 1.253
Leitura crítica antes de publicar, por: Sandro Alexandre Olmedo

BORKENHAGEN 39 ANOS  PRESERVANDO VALORES INDIVIDUAIS

 

Deixar uma resposta