Morreu o pai do pai? Não, né?!

Coluna Mensageiro
– Antes de responder pra ti mesmo, analisa no teu conceito de vida, o que significa morrer!
Os dicionários te darão um monte de significados, mas tu é que deves ter a exata noção do que é morrer ou, deixar morrer.
Morrer é finar-se, é falecer, é perder a vida, é expirar, é perder a força gradualmente, é sumir.

Num veículo, andando numa rodovia,  de pouco movimento, não abastecido na última cidade por onde passou, e com grande distância até a próxima cidade, se poderá ver num dos mostradores do painel, que o combustível está minguando.
O motorista já não acelera mais tão pesado.
Ele tem esperança de poder alcançar um local onde possa reabastecer mas, de repente, entra na “reserva”, e ele anda mais cautelosamente; não força as marchas, até que o motor começa a falhar e por fim, “o motor morre”!
Lembras que a rodovia é de pouco movimento!
Imagina a viagem estar ocorrendo à noite!
Haverá quem não pare para socorrer, por medo de ser alguém com más intenções.
É difícil administrar uma situação assim não é?!
Mas entendeste o que significa “o motor morreu”?!

Transfiramos essa viagem imaginária para a vida de um homem!
Enquanto ele está cheio de combustível (força e saúde) ele anda por caminhos que exigiriam mais cautela, e acredita que sempre dará conta do recado. Importante: Parece que esqueceu de quem lhe propiciou a viagem (vida): DEUS!
Em certa época de sua vida, os amigos começam a lhe faltar, seja por falecimento, por mudança para outra cidade, ou por falta de atenção à amizade.
A estrada da vida passa a ter menos veículos (amigos) e nosso homem já não está mais tão seguro de que alcançará a próxima cidade (aniversário), pois se descuidou na cidade anterior (etapa da vida, desregrada), e passa a tentar andar mais devagar, não se excedendo como antes, tentando voltar a ter a atenção da família à qual antes não dava o devido tempo.
Pensa mais no desfrute do que a vida social lhe oferta.
Um problema de saúde aparece, restrições na alimentação lhe são impostas; ele recua na voracidade, sente uma fisgada no peito, o que significa que seu motor (coração) está falhando, mas ele acredita que ainda chegará à próxima cidade (aniversário).
Por fim lhe falta um pouco de combustível (saúde e forças), e seu motor morre.
Não apareceu um motorista que o acudisse no acostamento da rodovia (um familiar, um parente, um vizinho, ou um amigo) que o levasse a um socorro, e ele ‘apita na curva’.

Tudo acabado? Não!
O veículo ainda poderá ser reabastecido, e seguir viagem, mas o nosso personagem já ‘bateu as botas’, deixando saudade.
Ah, mas os homens, os pais, morrem, todos, por ter tido vida desregrada?
Claro que não!
Deus dá tempo e missão para cada um!
Ninguém sabe o tempo de vida que lhe foi prescrito.
Por isso, “viva cada dia como se fosse o último dia de sua vida”!

Tu não sabes:
se amanhã poderás dar um “Bom dia” à pessoa a quem hoje desprezaste;
se poderás fazer as pazes com quem estás intrigado;
se voltarás a ver pessoas de quem não te despediste hoje, (alguém poderá falecer à noite);
se amanhã poderás pedir perdão a Deus por tê-lo evitado; e,
se o que esperavam de ti era herança ou legado.

Bom seria se todo pai de família
– ensinasse aos filhos o caminho para a vida eterna,
– ensinasse um ofício digno, e
– com eles cultivasse carinho e amor sem medida!
Pai que deixa legado, é pai que não morre!

Edvino Borkenhagen
Figura Cortesia: Instituto Combustível Legal

Coluna Mensageiro – Registro 0123526, 18/08/2003 – Títulos e Documentos
Publicada em 12/08/2022 – Ano XXV – Mensagem 1.255
Leitura crítica antes de publicar, por: Benhur Albert de Gois

BORKENHAGEN 39 ANOS  VALORIZANDO O LEGADO DOS PAIS!

 

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