A educação, na ótica de Martinho Lutero

Coluna Mensageiro
– Em 10 de novembro de 1483 nasceu Martinho Lutero, filho de camponeses católicos.
Muito comum na época, passou por uma infância de disciplina rígida, aprendendo a rezar para santos e reverenciar a figura do Papa e da Igreja.
Quando tinha 22 anos, Lutero quase foi atingido por um raio.
Seus pais queriam que fosse advogado, mas ele procurou formação num mosteiro em Erfurt.
Aos 25 anos, foi para a Universidade de Wittenberg, onde se formou em estudos bíblicos.
Numa viagem a Roma, ficou escandalizado com os costumes do clero.

Movido pela indignação e pela discordância com os costumes da Igreja de seu tempo, o então monge foi o responsável pela reforma protestante, que originou uma das três grandes vertentes do cristianismo (ao lado do catolicismo e da Igreja Ortodoxa).
O nascimento do protestantismo teve profundas implicações sociais, econômicas, políticas, e na educação.

Levantou-se veementemente contra diversos dogmas do catolicismo romano, contestando sobretudo a doutrina de que o perdão de Deus poderia ser adquirido pelo comércio das indulgências.
Essa discordância inicial resultou na publicação de suas famosas 95 Teses, em 1517, em um contexto de conflito aberto contra o vendedor de indulgências Johann Tetzel.
Sua recusa em retratar-se de seus escritos, a pedido do Papa Leão X em 1520 e do imperador Carlos V na Dieta de Worms em 1521, resultou em sua excomunhão da Igreja Romana e em sua condenação como um fora-da-lei pelo imperador do Sacro Império Romano Germânico.

Lutero propôs, com base em sua interpretação das Sagradas Escrituras, especialmente da Epístola de Paulo aos Romanos, que a salvação não poderia ser alcançada pelas boas obras ou por quaisquer méritos humanos, mas tão somente pela fé em Cristo Jesus (sola fide), único salvador dos homens, sendo gratuitamente (sola gratia) oferecida por Deus aos homens.
Sua teologia desafiou a infalibilidade papal em termos doutrinários, pois defendia que apenas as Escrituras (sola scriptura) seriam fonte confiável de conhecimento da verdade revelada por Deus.
Aqueles que se identificaram com os ensinamentos de Lutero acabaram sendo chamados de luteranos.

Na educação, o pensamento de Lutero produziu uma reforma global do sistema de ensino alemão, que inaugurou a escola moderna.
Seus reflexos se estenderam pelo Ocidente.
Para ele, a escola não deveria formar apenas religiosos e eclesiásticos, deveria ser de frequência obrigatória, e mantida pelo Estado, porém cristã, deveria ser direito de todos e universal, isto é, tanto para meninos como meninas, o que não era comum na época, com nova organização nos currículos e na metodologia, .

O princípio fundador do projeto educacional de Lutero, valorizou a alfabetização e o ensino de línguas – e, mais importante, pregou o acesso de todos a esse conhecimento.
Ele ainda atribuiu aos pais e ao Estado a responsabilidade de manter e acompanhar os filhos na escola.
Esses elementos acabaram por se consolidar e a compor a base educacional alemã.
Além disso, em decorrência da Reforma, o povo precisava saber ler, compreender e interpretar a Bíblia, assim precisava de instrução.

A ULBRA é um exemplo de ensino luterano.

Edvino Borkenhagen
Fonte: Pesquisa na Internet

Coluna Mensageiro – Registro 0123526, 18/08/2003 – Títulos e Documentos
Publicada em 04/11/2022 – Ano XXV – Mensagem 1.267
Leitura crítica antes de publicar, por: Leonardo Morel Lisik

BORKENHAGEN 39 ANOS  VALORIZANDO O ESTUDO E A EDUCAÇÃO!

 

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