Ser merecedor ou sentir-se merecedor

Coluna Mensageiro
– Empolgante ou controverso, esclarecedor ou agressivo, não sabemos, mas haverá leitores que se deliciarão em receber um alento, e haverá leitores que se deliciarão em criticar, talvez, mas fieis do Cristianismo, do Islamismo e do Judaísmo crêem que Deus criou tudo perfeito, inclusive o homem (ser humano) e os anjos, perfeitos.
O que é perfeito, tende a falhar?
Acreditamos que não, ainda mais se criado por Deus, não é?!
Mas por que um dos anjos se teria corrompido e levado consigo outros anjos, chegando a criar um poder paralelo, a ponto de Deus tratar com ele, deixá-lo agir na sua outra criatura, o homem?
Pois é, por que o homem, perfeito, falhou e se deixou ludibriar pelo diabo?

O homem passou a viver sem perdão e o diabo sem vitória definitiva.
Isso se arrastou por muitos e muitos anos.
Ao homem foi prometido que “um dia” viria quem lhe pudesse garantir perdão e vida.
A partir da falha de Adão e Eva, todos os seres humanos passaram a nascer mortos para Deus e separados do convívio com Deus.
Daí tem mais um detalhe: “A Bíblia, o Alcorão e a Torá não foram escritos para nós!”.
Observe quando o apóstolo Paulo escreve em Romanos 3.23: “…pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”.
Nada contra!
Aquelas pessoas que viviam na época, antes de Jesus vir à Terra, sim, ainda estavam vivendo na promessa, sem perdão, a não ser que oferecessem holocaustos.
Por isso Deus, a ninguém teria dado chance de por mérito próprio se achegar a ele, mas tão somente através de Jesus, para merecer o céu.

Mas vamos considerar a realidade na Terra, a realidade entre pessoas, a realidade entre familiares, a realidade entre empregados e empregadores, a realidade entre cidadãos e governantes, pode alguém ter merecimento?

Quem me viu voltar descalço da escola pra casa, pra conservar o “Sete Vidas”?
Ou me viu correndo até o colégio, quase na velocidade do “Toda Hora” com o qual outros alunos iam?
Ou me viu vir sozinho pro Paraná, enquanto a família estava por vender a terrinha no Rio Grande?
Ou me viu fabricar tela de alambrados, ajudar construir e pintar casas e ir de “Lotação” à noite pro colégio?
Ou me viu vir pra Foz prestar o Serviço Militar e aqui encontrar a namorada se que se tornou minha esposa há 48 anos?
Ou me viu ir de “Mobylette”, na chuva, com provas, na tiracolo, e com um guarda-chuva de proteção até a faculdade e lá ficar até depois das 23h com as canelas e os calçados ensopados de chuva, até os alunos concluir a prova?
Ou me viu dar o início ao nosso empreendimento, há 39 anos?

Será que sou merecedor? Sim, eu sou!
Mereço tudo o que é bom; não um pouquinho, mas tudo o que é bom.
Mereço vida; uma boa vida.
Mereço amor; uma abundância de amor.
Mereço saúde; uma boa saúde.
Mereço prosperar e viver com conforto.
Mereço alegria e felicidade.
Mereço liberdade de tudo o que posso ser.
Aceito uma vida abundante de alegria, prazer e gratidão, pois sou merecedor.
Eu aceito essa vida e sei que é verdadeira.
Sou grato a Deus por todas as bênçãos!

Ah, ninguém me vê ajoelhado ao lado da cama e orando, já depois da meia-noite, agradecendo as bênçãos recebidas e por mais um dia vivido!
Alguém sabe que eu oro, que eu agradeço, que eu intercedo; alguém, mesmo distante, está presente e me vê, sim, e me reconhece como um merecedor!

O que ligardes na Terra será ligado no céu!

Edvino Borkenhagen
Desafio e dicas de: Elveni Elaine Arnhold
Figura: Vida em Sintonia

Coluna Mensageiro – Registro 0123526, 18/08/2003 – Títulos e Documentos
Publicada em 11/11/2022 – Ano XXV – Mensagem 1.268
Leitura crítica antes de publicar, por: Fernando

BORKENHAGEN 39 ANOS  ACEITANDO  DESAFIOS E BOAS IDEIAS!

 

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